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Déficit de pagamentos fica abaixo de US$ 4 bi, diz Meirelles

O Banco Central está revendo para baixo a previsão do déficit na balança de pagamentos para 2003. A informação é do presidente do BC, Henrique Meirelles, que garante que os investimentos externos estão aumentando e a previsão do déficit na balança de pagamentos ficará abaixo dos US$ 4 bilhões, projetados até agora pelo governo. "o Brasil deixou de ser motivo de preocupação para a economia mundial e passou a ser uma história de sucesso", afirmou Meirelles, ao sair hoje de uma reunião na Basiléia com os maiores investidores privados e com os presidentes dos bancos centrais das sete principais economias do mundo. Segundo Meirelles, as informações sobre a nova previsão estarão no próximo relatório do Banco Central, que avaliará a projeção da balança de pagamentos, que até julho apresentava um superávit de US$ 2,6 bilhões. "As condições para o crescimento já estão dadas", afrmou Meirelles. Para o presidente do BC, "não há duvidas de que o Brasil enfrentou uma crise de grandes proporções no ano passado. Perdemos US$ 30 bilhões em linhas externas em pouco mais de um ano. Agora, estamos construindo uma base para o crescimento sustentável, sem arrancadas e freadas".Durante a reunião com os xerifes da economia mundial, Meirelles foi o único ripresentante dos países emergentes e contou que recebeu manifestações de apoio. O motivo do suposto sucesso teria sido a "conjugação de boas notícias", entre elas a inflação, o superávit primário, "que deixou de ser promessa e passou a ser realidade", a política cambial que evitou desequilíbrios e o melhor perfil da dívida pública. ReformasMeirelles também destacou a "coragem" do governo em enfrentar o "debate e os desgastes" das reformas no primeiro ano de mandato. "O governo mostrou força política na aprovação das reformas. Foi decisão sábia", afirmou. Sobre a taxa de juros, Meirelles afirma não ter dúvida de que o País conseguirá chegar a um "equilíbrio". Segundo ele, isso manteria a inflação estável. "Como baixar (a taxa de juros), è uma questão que está relacionada com o risco-país", acrescentou o presidente do BC. Meirelles continua na Basiléia, desta vez para participar da reunião do Banco Internacional de Compensações (BIS), juntamente com outros países emergentes e com representantes dos países desenvolvidos.

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