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Déficit do governo central é recorde para meses de novembro

Resultado ficou em R$ 4,325 bilhões e foi puxado pelo saldo negativo da Previdência Social, em R$ 4,224 bilhões

Renata Veríssimo, da Agência Estado

23 de dezembro de 2008 | 15h25

O Governo Central, formado por Tesouro, Previdência Social e Banco Central, registrou déficit primário de R$ 4,325 bilhões no mês de novembro. O resultado foi pior do que esperavam os analistas consultados pelo AE Projeções (-R$ 1,5 bilhão a +R$ 2,5 bilhões) e foi o maior da série histórica do Tesouro Nacional, iniciada em 1997, para meses de novembro.  Veja Também: De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou que o resultado do mês passado está absolutamente dentro da programação. Segundo ele, houve alguns fatores específicos em novembro que contribuíram para o resultado negativo: um pagamento de R$ 782 milhões aos Estados referente à compensação da lei Kandir, além de um impacto negativo nas contas da Previdência, de R$ 2,4 bilhões, em função da mudança de data do pagamento dos benefícios. "O nosso planejamento de superávit primário está sendo cumprido. Não há nenhuma frustração", disse o secretário, ao destacar que, no acumulado do ano, o superávit primário para o Governo Central está acima da meta prevista para todo o ano. Segundo os dados divulgados  pelo Tesouro Nacional, a Previdência Social contribuiu com um déficit de R$ 4,224 bilhões, enquanto que o Tesouro teve um resultado negativo de R$ 50 milhões e o Banco Central, um déficit de R$ 50,6 milhões. O resultado de novembro é bem abaixo do registrado em outubro, quando o governo central teve um superávit primário de R$ 14,865 bilhões.  No acumulado de janeiro a novembro, o superávit primário do Governo Central é de R$ 91,520 bilhões, o que representa 3,45% do PIB. No mesmo período de 2007, o superávit foi de R$ 65,877 bilhões, o que equivalia a 2,78% do PIB. A meta para 2008 é de R$ 77,6 bilhões, já incluindo os R$ 14,2 bilhões para compor o Fundo Soberano. "Não devemos ter um superávit primário no ano diferente do qual nós trabalhamos. O superávit será forte e viabilizará o Fundo Soberano", afirmou. Augustin disse que a maior probabilidade é a de que o superávit primário do setor público, que também inclui Estados, municípios e estatais, ser um pouco maior que os 3,8% do PIB esperados pelo governo.  Nos primeiros 11 meses de 2008, o Tesouro registrou um superávit de R$ 129,878 bilhões, enquanto que a Previdência Social acumulou déficit de R$ 37,944 bilhões e o Banco Central, um resultado negativo de R$ 413,6 milhões.   

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