André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Déficit do governo central soma R$ 20,9 bi no ano, o maior rombo desde 1997

Em setembro, déficit primário foi de R$ 6,9 bilhões; INSS e Banco Central tiveram saldo negativo em suas contas

Lorenna Rodrigues e Rachel Gamarski, O Estado de S. Paulo

29 de outubro de 2015 | 09h03

BRASÍLIA - Indicando que o fundo do poço das contas públicas ainda é mais profundo, as contas do governo federal tiveram uma nova piora em setembro. Com a arrecadação em queda e mesmo segurando despesas, o governo central - que reúne as contas do Tesouro Nacional, INSS e Banco Central - registraram um rombo de R$ 6,9 bilhões em setembro. No acumulado do ano, o déficit primário somou R$ 20,9 bilhões, o maior resultado negativo já registrado para o período desde o início da série histórica, em 1997.

Em 12 meses, o governo central acumula déficit de R$ 22,3 bilhões - o equivalente a - 0,39% do PIB. Já ciente desse cenário, o governo avisou na terça-feira ao Congresso Nacional nesta semana que não cumprirá a meta de superávit primário de R$ 5,8 bilhões e prevê agora um déficit de R$ 51,8 bilhões, cerca de -0,8% PIB.

As contas do Tesouro Nacional registraram um superávit primário de R$ 2,8 bilhões em setembro. No ano, o superávit primário acumulado é de R$ 33,911 bilhões. As demais contas foram negativas.

As contas do INSS registraram déficit de R$ 9,7 bilhões em setembro e de R$ 54,2 de janeiro a setembro. As contas do Banco Central tiveram saldo negativo de R$ 49 milhões em setembro e déficit de R$ 594,7 milhões nos nove primeiros meses do ano.

Receitas.O resultado de setembro representa uma queda real de 4,6% nas receitas em relação ao mesmo mês do ano passado. Já as despesas tiveram um recuo real de 16,8%. Nos primeiros nove meses do ano, as receitas do governo central recuaram 4,7%, e as despesas caíram 4%.

O resultado de setembro veio melhor do que a mediana das expectativas do mercado financeiro. O levantamento com 22 instituições previu um saldo negativo de R$ 6,5 bilhões a R$ 29,3 bilhões, com mediana deficitária em R$ 13,6 bilhões.

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