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Déficit dos fundos de pensão pode aumentar

O déficit atuarial dos fundos de pensão ultrapassa a R$ 12,7 bilhões. É esse o dinheiro que falta para que os 86 fundos de pensão com insuficiência de recursos consigam pagar as aposentadorias já concedidas e os benefícios ainda a conceder para os seus participantes. A estimativa foi feita ontem pela secretária de Previdência Complementar, Solange Paiva Vieira. Segundo ela, R$ 8,2 bilhões dizem respeito ao dinheiro que falta para o pagamento das aposentadorias já concedidas por 46 fundos de pensão. Os R$ 4,5 bilhões restantes correspondem ao déficit para o pagamento das aposentadorias que ainda serão concedidas. Déficit pode ficar maiorSolange admitiu que o déficit poderá, inclusive, ser maior, pois a estimativa foi feita com base na legislação anterior, que determinava que o nível de cobertura das reservas fosse de 70% das obrigações. A nova lei, já aprovada pelo Congresso e que será sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso nos próximos dias, determina que o nível de cobertura das reservas dos fundos de pensão seja de 100%. Com isso o déficit atuarial referente às aposentadorias a serem concedidas passará de R$ 4,5 bilhões para R$ 7,2 bilhões, elevando para R$ 15,4 bilhões o rombo nas reservas dos 86 fundos de pensão. Solange também disse que 2 dos 86 fundos já admitiram à Secretaria de Previdência Complementar (SPC) a insuficiência atuarial: o Prevyasuda, da Yasuda Seguros S.A, e o Inergus, da Empresa Energética de Sergipe. Segundo Solange, os técnicos da SPC vão iniciar um levantamento detalhado do balanço apresentado pelas empresas patrocinadoras dos fundos de pensão com o objetivo de identificar o grau de endividamento das empresas junto aos seus fundos e a capacidade para a assunção de dívidas. Isso servirá para a tomada de medidas preventivas, evitando o agravamento da questão.

Agencia Estado,

09 de maio de 2001 | 12h08

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