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Déficit em conta corrente do País fica em US$ 2,2 bi em setembro

Déficit acumulado até setembro, de US$ 35,9 bi, foi o maior para o período da série

Fabio Graner e Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

25 de outubro de 2011 | 10h50

BRASÍLIA - O Brasil teve em setembro déficit em conta corrente de US$ 2,200 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central. O valor ficou dentro das estimativas do AE Projeções, que iam de déficit de US$ 1,900 bilhão a US$ 3,800 bilhões, com mediana negativa de US$ 2,950 bilhões.

O chefe do departamento econômico do Banco Central, Túlio Maciel, destacou que o déficit em conta corrente de setembro foi o mais baixo no ano e o menor para o mês desde 2007. Apesar disso, o déficit de US$ 35,983 bilhões acumulado nos nove primeiros meses do ano foi o maior para o período da série.

Maciel, avalia que o déficit em transações correntes registrado em setembro segue refletindo a "continuidade do crescimento do País, como a demanda de brasileiros por bens e serviços no exterior".

No resultado de setembro, a balança comercial registrou com superávit de US$ 3,074 bilhões, enquanto a conta de serviços computou déficit de US$ 3,081 bilhões e a de rendas, déficit de US$ 2,417 bilhões. As transferências unilaterais somaram um saldo líquido de US$ 225 milhões.

Com o resultado de setembro, o déficit em conta corrente no ano soma US$ 35,983 bilhões, o equivalente a 1,99% do PIB.

De janeiro a setembro, a balança comercial teve superávit comercial de US$ 23,034 bilhões; a conta de serviços teve déficit de US$ 27,838 bilhões e a de renda, déficit de US$ 33,375 bilhões. As transferências unilaterais tiveram saldo positivo de US$ 2,195 bilhões.

Em 12 meses, o déficit em conta corrente soma US$ 47,988 bilhões, o equivalente a 2,05% do PIB.

Viagens

O chefe do Departamento Econômico do BC anunciou que o déficit da conta de viagens internacionais acumula em outubro até o dia 25 saldo negativo de US$ 766 milhões. Em todo o mês de outubro de 2010, o déficit de viagens somou US$ 1,270 bilhão.

Apenas as despesas somaram nesse período US$ 1,146 bilhão, valor inferior ao US$ 1,708 bilhão registrado em todo outubro do ano passado. "Faltando poucos dias para o fim do mês, esperamos crescimento próximo a zero em relação a outubro do ano passado", disse.

Maciel destacou que as despesas de turistas brasileiros cresciam no acumulado do ano a um ritmo próximo de 40% na comparação com igual período do ano passado. Em setembro, porém, o aumento dos gastos desacelerou para 12%. "Claramente, é o comportamento do câmbio que influenciou esse resultado. Esse resultado é muito sensível à evolução do dólar e as pessoas ficam mais cautelosas", disse.

Ao mesmo tempo, outro item da conta de serviços que mostra arrefecimento é a conta de transportes. Segundo Túlio Maciel, a desaceleração da corrente de comércio exterior já se reflete na conta de transporte.

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