Fábio Motta/Estadão
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País tem o ‘melhor’ déficit externo em 10 anos

De janeiro a novembro resultado negativo foi de US$5,42 bi, porque as exportações estão mais fortes que as importações

Fabrício de Castro e Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2017 | 13h20

BRASÍLIA - O Brasil registrou em novembro um déficit em conta corrente de US$ 2,39 bilhões, conforme dados divulgados ontem pelo Banco Central. Com a cifra, que reflete as trocas comerciais, de serviços e de renda do País com o restante do mundo, o déficit acumulado de janeiro a novembro atingiu US$ 5,42 bilhões. Apesar de negativo, este número é o melhor para os 11 primeiros meses de um ano desde 2007, quando houve superávit de US$ 976 milhões. 

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O bom desempenho é resultado direto da balança comercial. As exportações seguem mais fortes que as importações, embora a recuperação da economia já esteja aumentando as compras de mercadorias de outros países. No mês passado, as exportações somaram US$ 16,65 bilhões e, de janeiro a novembro, US$ 199,69 bilhões. Já as importações atingiram US$ 13,40 bilhões em novembro – ante US$ 11,64 bilhões no mesmo mês de 2016. De janeiro a novembro, as importações chegaram a US$ 140,30 bilhões.

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Além de números razoáveis na conta corrente, o País também apresenta resultados favoráveis de Investimento Direto no País (IDP). No mês passado, o IDP somou US$ 5,02 bilhões e, de janeiro a novembro, US$ 65,04 bilhões. 

Viagens. A recuperação da renda das famílias também tem contribuído para a alta das despesas de brasileiros em viagens no exterior. No mês passado, os brasileiros deixaram em outros países US$ 1,110 bilhão, já descontadas as despesas de estrangeiros em visita ao Brasil. De janeiro a novembro, os gastos dos brasileiros lá foram somaram US$ 12,07 bilhões – 60% a mais do que o verificado no mesmo período de 2016. 

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