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Déficit em transações correntes em junho soma US$ 3,3 bilhões, o menor desde 2009

O resultqado negativo foi compensado pelo superávit da conta capital e financeira de US$ 6,9 bilhões; o Balanço de Pagamentos fechou junho com superávit de US$ 3,8 bilhões

Yolanda Fordelone, O Estado de S. Paulo

25 de julho de 2014 | 11h00

Apesar da balança comercial e do Investimento Estrangeiro Direto (IED) superavitários em junho, o País registrou déficit de US$ 3,345 bilhões nas transações correntes, informou o Banco Central. Ainda que tenha sido negativo, o resultado é considerado bom visto que foi o menor para meses de junho desde 2009, quando registrou déficit de US$ 575 milhões.
O saldo negativo ficou dentro do intervalo previsto, segundo levantamento da Agência Estado, que apontava déficit entre US$ 1,4 bilhão e US$ 5,8 bilhões, e abaixo da mediana de US$ 3,75 bilhões. 
Segundo o Banco Central, a balança comercial teve superávit de US$ 2,364 bilhões, enquanto a conta de rendas ficou negativa em US$ 2,466 bilhões e a de serviços, em US$ 3,371 bilhões. Todas as contas fazem parte das transações correntes.
No acumulado de janeiro a junho de 2014, o déficit em conta corrente soma US$ 43,311 bilhões, o que equivale a 3,47% do Produto Interno Bruto (PIB). No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo é negativo em US$ 81,193 bilhões (3,58% do PIB). A estimativa do BC para o déficit em junho era de US$ 4,3 bilhões. 
O chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Fernando Rocha, destacou que o resultado de junho, mês em que começou a Copa do Mundo no Brasil, foi influenciado pela redução de 17% no déficit de viagens, ocasionada pelo aumento de 76% nas receitas com turistas estrangeiros na comparação com o junho do ano passado. A conta de viagens faz parte do balanço de serviços.
Balanço de pagamentos. O déficit das transações correntes, porém, foi mais que compensado pelo resultado da conta capital e financeira, superavitária em US$ 6,897 bilhões. Com isso, o Balanço de Pagamentos (soma das transações correntes e da conta capital e financeira) fechou com saldo positivo de US$ 3,750 bilhões. Erros e omissões somaram R$ 198 milhões.
Investimento estrangeiro. Os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) somaram US$ 3,924 bilhões em junho, abaixo dos US$ 7,170 bilhões registrados no mesmo período do ano passado, uma queda de 45,27%. O resultado ficou dentro do intervalo previsto, que apontava IED entre US$ 3,4 bilhões e US$ 5,0 bilhões, com mediana de US$ 3,8 bilhões.
No acumulado do ano, o IED soma US$ 29,264 bilhões (2,59% do PIB). No mesmo período do ano passado, o IED acumulado era de US$ 29,989 bilhões (2,72% do PIB).
Em 12 meses até junho, o IED está em US$ 63,270 bilhões, o que corresponde a 2,79% do PIB. A estimativa do BC para o IED em junho era de US$ 3,6 bilhões. 
(Com Agência Estado)

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