Déficit nas contas externas sobe 72% no ano e atinge recorde de US$ 43,5 bi

Já os investimentos estrangeiros diretos atingiram US$ 30 bilhões de janeiro a junho, informou o BC

Célia Froufe e Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

23 de julho de 2013 | 10h56

BRASÍLIA - O déficit em transações correntes do País cresce 72% no acumulado de janeiro a junho deste ano e atingiu um recorde para o primeiro semestre, de US$ 43,478 bilhões. Em 12 meses, o resultado negativo recuou para US$ 72,465 bilhões em junho, já que estava em US$ 72,9 bilhões até maio. "Após seis meses de alta, esta métrica recuou e a nossa expectativa é de que, contudo, isso venha a crescer novamente e atinja US$ 75 bilhões até o final do ano", considerou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel.

Em junho, o rombo nas contas externas foi US$ 3,953 bilhões. Maciel afirmou que o déficit ficou menor do que a previsão da instituição apresentada há um mês, de US$ 5,4 bilhões. "Portanto, o resultado negativo ficou menor", resumiu.

O chefe do departamento salientou que, na margem, o resultado do mês passado veio abaixo do que havia projetado e que isso é explicado, fundamentalmente, pelo desempenho positivo da balança. Ele salientou que, no acumulado do primeiro semestre há um aumento do déficit em transações correntes de cerca de US$ 18 bilhões em relação ao primeiro semestre do ano passado.


"Se for verificar a origem desse aumento, a balança responde por US$ 10 bilhões e, lucros e dividendos, por US$ 4 bilhões de aumento. Apenas esses dois itens explicam 80% da diferença", pontuou. Maciel comentou que a rubrica viagens internacionais, isoladamente, também tiveram incremento deficitário de US$ 1,6 bilhão e contribuiu para o déficit em conta corrente do período. 

IED. Já os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) somaram US$ 7,170 bilhões em junho, resultado que ficou acima dos US$ 5,822 bilhões registrados no mesmo período do ano passado, conforme informou o Banco Central. Os aportes externos voltados ao investimento produtivo ficaram acima das estimativas do mercado financeiro.

No acumulado do ano até o mês passado, o IED soma US$ 30,027 bilhões, o equivalente a 2,64% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período do ano passado, o IED acumulado era de US$ 29,730 bilhões (2,69% o PIB). No 12 meses até junho, o IED está em US$ 65,569 bilhões, o que corresponde a 2,87% do PIB.

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