Déficit nominal soma R$ 13,325 bilhões em junho

O setor público consolidado encerrou junho com déficit nominal de R$ 13,325 bilhões. Segundo o Banco Central, o rombo nas contas públicas é maior que o verificado em igual mês do ano passado, quando o saldo negativo ficou em R$ 5,618 bilhões. O déficit nominal acontece sempre que a economia realizada pelo governo para pagar os juros (o superávit primário) é insuficiente para pagar os juros do período.

EDUARDO CUCOLO E FERNANDO NAKAGAWA, Agencia Estado

31 de julho de 2012 | 12h15

Ainda segundo o BC, a maior parcela do déficit nominal em junho foi do governo central, que amargou saldo nominal negativo R$ 7,179 bilhões. Entre os outros setores do poder público, os governos regionais terminaram com saldo negativo de R$ 7,068 bilhões, enquanto as empresas estatais registraram superávit nominal (soba após o pagamento de juros) de R$ 922 milhões no mês passado.

De janeiro a junho de 2012, o setor público registrou déficit nominal de R$ 45,368 bilhões, ou 2,12% do PIB. No primeiro semestre de 2011, a conta havia ficado negativa em 2,07% do PIB. No acumulado dos últimos 12 meses até junho deste ano, o setor público registra déficit nominal de R$ 111,773 bilhões, ou 2,61% do PIB.

Juros

Os gastos com juros do setor público consolidado somaram R$ 16,119 bilhões em junho. No mesmo mês de 2011, essa despesa foi de R$ 18,988 bilhões. No acumulado do primeiro semestre, o gasto com juros foi de R$ 111,027 bilhões (5,18% do PIB). Em igual período do ano passado, essa despesa foi de R$ 119,748 bilhões (5,97% do PIB). Nos últimos 12 meses até junho, o gasto com juros somou R$ 227,953 bilhões (5,33% do PIB).

Dívida

A dívida líquida do setor público consolidado alcançou R$ 1,503 trilhão em junho, o que corresponde a 35,1% do PIB. Em maio, a dívida estava em R$ 1,492 trilhão, ou 35,0% do PIB. O BC informou também que a dívida bruta do governo geral alcançou R$ 2,449 trilhões em junho (57,2% do PIB). Em maio, a dívida bruta somava R$ 2,425 trilhões (57,0% do PIB).

Em relação à dívida líquida, a queda acumulada no primeiro semestre foi de 1,3 ponto porcentual do PIB em relação ao verificado em dezembro do ano passado. Segundo o BC, o superávit primário contribuiu sozinho para uma redução equivalente a 1,5 ponto porcentual do PIB. O crescimento da economia levou a uma redução de mais 1,2 ponto porcentual. A desvalorização cambial no período, de 7,8%, ajudou a diminuir a dívida em mais 1,1 ponto porcentual.

No sentido contrário, a apropriação de juros elevou a relação dívida/PIB em 2,6 pontos porcentuais.

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