Definição de juros ainda é incerta

Nos últimos dias, a alta do preço do petróleo tem colocado em dúvida a possível redução da taxa de juro básica - Selic -, que será decidida na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no dia 20 de junho. De acordo com a editora Lucinda Pinto, a aposta que prevalece no mercado é a de que o Comitê não vai mexer na taxa, mas colocará viés de baixa para a Selic, ou seja, vai sinalizar a tendência de queda. O corte, contudo, pode vir após a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), marcada para o dia 21 de junho, e depois da decisão do banco central norte-americano (FED) sobre os juros nos Estados Unidos, nos dias 27 e 28 de junho. Caso isso se confirme, conforme esperam os analistas, será uma repetição da estratégia adotada pelo Banco Central (BC) em março. Naquele mês, no dia 22, a decisão foi de manutenção dos juros em 19%, adicionando, porém, viés de baixa. Ao final da reunião da Opep, que decidiu pela elevação da produção de petróleo, o Copom cortou os juros no dia 28 de março. Outro ponto semelhante: em março, a decisão foi antecedida por um corte de compulsório, como ocorreu na última semana de 55% para 45% sobre os depósitos à vista.Um fator que pesa a favor da queda de juros básica é a divulgação de índices de inflação no Brasil. Hoje, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC). Pelo Índice, a inflação ficou em 0,08% na primeira quadrissemana de junho. De acordo com analistas do mercado, o número saiu dentro das expectativas. Queda de juros não tem nenhuma garantia Mas ainda não é possível afirmar, com certeza, que esse cenário vá se confirmar. Isso porque, caso o preço do petróleo continue em alta, as possibilidades para uma redução no juro básico ficam reduzidas. Na sexta-feira passada, o diretor de Política Econômica do BC, Sérgio Werlang, afirmou, durante teleconferência realizada pela Broadcast - agência de notícias em tempo real -, que o preço do óleo está mais alto do que na última reunião do Comitê.No final do dia, a editora Suzi Katzumata apurou que os contratos futuros de petróleo fecharam em alta acentuada na New York Mercantile Exchange (Nymex). O motivo é que existe a possibilidade da Opep não elevar a produção do petróleo no curto prazo. Com isso, pode haver uma pressão inflacionária, tanto no Brasil como nos Estados Unidos. Mantendo o conservadorismo e como medida de segurança, o Copom deixaria as taxas de juros como estão - 18,5% ao ano e sem viés.Veja na seqüência os números do fechamento do dia no mercado financeiro.

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