seu bolso

E-Investidor: O passo a passo para montar uma reserva de emergência

Deflação em SP desacelera em julho, apura Dieese

Os preços voltados para o consumidor paulistano fecharam julho com uma queda média de 0,14%, segundo o Índice do Custo de Vida (ICV) do Departamento Intersindical de estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgados nesta terça-feira. A exemplo do que foi apresentado por outros indicadores de preços, o ICV também encerrou o mês passado mostrando um deflação menor que a verificada nos dois meses anteriores. Em maio a queda havia sido de 0,37% e, em junho, de 0,21%. Só para registro, conforme afirma a coordenadora do índice, Cornélia Nogueira Porto, em abril, quando o ICV registrou sua primeira variação negativa no ano, a taxa fechou em -0,06%.De modo geral, diz Cornélia, os grupos pesquisados pelo ICV-Dieese apresentaram variações pequenas, com predomínio de queda. O grupo Alimentação, por exemplo, que caiu por cinco meses seguidos teve seus preços aumentados em 0,13% em julho. As principais pressões vieram dos alimentos in natura e semi-elaborados, com alta de 0,39% e alimentação fora do domicílio, com 0,27%. A indústria da alimentação registrou deflação de 0,19%.Dentre os in natura, as altas foram registradas nos preços das frutas (4,36%), com destaque para a uva (28,08%), mamão (16,94%) e limão (14,31%). Quedas foram apresentadas só pelo morando, que caiu 16,05% por força da safra desta fruta e pelo abacaxi (-2,14%). As hortaliças ficaram 4,60% mais baratas. A couve-flor caiu 9,54%, a couve teve seu preço reduzido em 7,30% e o agrião caiu 6,30%.O subgrupo composto pelos legumes, com preços 2,16% mais baratas em julho, contou com a ajuda do pimentão )-7,21%) e do pepino (-4,36%). Na ponta contrária, o chuchu teve seu preço aumentado em 23,92%, a vagem em 9,21% e a berinjela (7,31%). Os grãos, que compõem o segmento dos semi-elaborados, subiram em média 2,76%, puxados, principalmente, pelo arroz (6,58%).Os preços das carnes caíram 1,06%, com os cortes bovinos ficando 1,07% mais baratas e os suínos, 1% mais baixos. As aves ficaram 1,94% mais baratas e os ovos com ligeira baixa de 0,01%. Segundo o Dieese, no caso dos produtos alimentícios industrializados, o ICV registrou uma queda de 0,19%. Neste segmento, o destaque ficou por conta do café em pó (2,66%). Para a alimentação fora do domicilio (0,27%), registrou-se altas de 0,27% no preço da refeição e de 0,28% nos lanches.

Agencia Estado,

08 de agosto de 2006 | 13h25

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.