Deflação em SP deve enfraquecer no próximo resultado do IPC-S

A deflação na cidade de São Paulo deve enfraquecer no próximo resultado do IPC-S, de até 30 de junho, na avaliação do vice-diretor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) Vagner Ardeo. O economista comentou que a queda de 0,73% no IPC-S medido na cidade de São Paulo, foi igual à taxa registrada no IPC-S anterior, de até 22 de junho - que também tinha sido a queda mais intensa já registrada série histórica do indicador, iniciada em janeiro de 2003. Na avaliação dele, ocorreu um "equilíbrio de forças" nos preços da cidade de São Paulo, que levaram à repetição da taxa. Produtos como alimentos e vestuário, cujos preços caíram respectivamente 2,19% e 1%, puxaram para baixo a taxa do indicador. Mas ao mesmo tempo, a perda de força na deflação de combustíveis importantes, como álcool combustível (de -12,51% para -10,86%) influenciaram a taxa do indicador para cima. Para a próxima semana, o economista acredita que a queda nos preços dos combustíveis deve ficar ainda mais fraca - o que deve conduzir a um cenário de deflação menos intensa em São Paulo, em comparação com taxa negativa anunciada hoje. A cidade não foi a única a registrar queda mais intensa na história do IPC-S. No Rio de Janeiro, os preços na cidade caíram 0,39% no IPC-S de até 22 de junho - também a queda mais intensa, de preços naquela capital, na história do indicador. Segundo o economista da FGV, André Braz, mais uma vez os alimentos foram os grandes responsáveis pela deflação intensa do indicador na cidade. Os preços do grupo alimentação caíram 1,79% no IPC-S de até 22 de junho. Entre os destaques, estão as quedas de preços em hortaliças e legumes (-5,81%); carnes bovinas (-2,76%); pescados frescos (-4,35%) e adoçantes (-4,10%). As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro representam 60% do total da taxa do IPC-S.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.