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Deflação na 1ª prévia do IGP-M é a maior desde 1989

A deflação de 0,68% registrada para a primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de agosto foi a mais intensa, para uma primeira prévia, desde 1989, quando começou a série histórica do índice. A informação é baseada em tabela disponibilizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo IGP-M, em seu site.

ALESSANDRA SARAIVA, Agencia Estado

11 de agosto de 2009 | 10h11

Pela série, é possível verificar que o Índice de Preços no Atacado (IPA), que registrou deflação de 1,09% em sua primeira prévia de agosto, também foi o menor da história. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que teve taxa positiva de 0,01% na primeira prévia de agosto, apresentou a menor taxa desde outubro do ano passado, quando a primeira prévia do indicador registrou deflação de 0,08%. Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção Civil (INCC), que registrou inflação de 0,30% em sua primeira prévia de agosto, teve a menor taxa desde maio deste ano, quando houve deflação de 0,36% na primeira prévia de agosto. IPA, IPC e INCC são os componentes do IGP-M, indicador bastante usado no reajuste dos contratos de aluguel.

Até a primeira prévia do IGP-M de agosto, o IPA registra deflação acumulada de 5% no ano e de 3,90% no período de 12 meses. O IPA representa 60% do total do IGP-M. No varejo, o IPC acumula avanços de 3,13% no ano e de 4,47% nos 12 meses encerrados até a primeira prévia de agosto. O IPC representa 30% do total do IGP-M. Já na construção civil, o INCC acumula elevações de 2,91% no ano e de 5,69% em 12 meses. O INCC representa 10% do total do IGP-M.

De acordo com a fundação, os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam taxas negativas de 2,74% no ano e de 5,49% em 12 meses. Já os preços dos produtos industriais no atacado registraram quedas acumuladas de 5,81% no ano e de 3,32% em 12 meses, até a primeira prévia de agosto.

No caso do IPC, a desaceleração foi influenciada pelo retorno à deflação nos preços de Alimentação (de 0,14% para -0,48%). Nessa classe de despesas, houve desacelerações de preços e quedas em laticínios (de 3,30% para 0,01%) e em hortaliças e legumes (de -3,18% para -4,87%).

A desaceleração da taxa do INCC, por sua vez, foi influenciada por taxas de inflação menos intensas nos preços de mão-de-obra (de 0,83% para 0,60%) e de materiais, equipamentos e serviços (de 0,17% para 0,02%).

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