Deixar de votar dívida rural é 'irresponsabilidade', diz ministro

Para Reinhold Stephanes, partidos que têm obstruído a pauta acabarão prejudicando os produtores rurais

Fabíola Salvador, da Agência Estado,

16 de julho de 2008 | 15h34

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou nesta quarta-feira, 16, que seria uma "irresponsabilidade" não votar nesta quarta, no Congresso Nacional, a Medida Provisória (MP) 432, que traz as condições para renegociação das dívidas do setor rural. Segundo ele, dois partidos têm obstruído a pauta de votações, em um movimento que acabará prejudicando os produtores rurais. "O prejuízo será do agricultor", disse Stephanes, ao ressaltar que o texto da MP foi negociado por um período de 10 meses e que o governo aceitou algumas das emendas apresentadas pelos parlamentares na Câmara. O ministro comentou, ainda, a reunião que teve nesta quarta de manhã com o presidente da Mosaic Fertilizantes do Brasil, Tobias Grasso. Stephanes disse que não tem preconceitos com relação a essas empresas e reafirmou que busca com a iniciativa privada o desenvolvimento de uma "agenda positiva". Segundo ele, a idéia é adotar medidas que possam reduzir a dependência do Brasil por fertilizantes importados. Na conversa, relatou o ministro, o presidente da Mosaic colocou à disposição do governo técnicos que possam trabalhar na exploração de minas de potássio, que é a especialidade da empresa. Stephanes fez rápido relato sobre as negociações em torna da Rodada Doha, no âmbito da Organização Mundial de Comércio (OMC), que terá uma nova etapa em Genebra, na semana que vem. "É só mais uma rodada, possivelmente ela terminará sem resultados positivos", afirmou. Um outro ponto abordado pelo ministro foi o zoneamento agrícola para a cana-de-açúcar. Ele disse que o estudo estará pronto até o fim deste mês e será divulgado em agosto. "Como princípio básico, não haverá autorização para plantio na Amazônia". Ele observou, ainda, que haverá restrições para o plantio nas áreas de mata atlântica, pantanal mato-grossense e nas regiões de reservas legais. O ministro fez as declarações ao deixar há pouco a sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), onde fez a abertura de seminário sobre a participação das cooperativas no mercado de crédito de carbono, em comemoração do 86º Dia Internacional do Cooperativismo.

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