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Deixar o euro é insano, diz ministro alemão

Ministro das Finanças afirma que propostas que vêm surgindo de que a Alemanha volte a adotar o marco são economicamente inviáveis

BERLIM, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2013 | 02h07

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, afirmou que a proposta de saída da Alemanha do euro é "economicamente insana". Essa proposta é a principal plataforma do partido Alternativa para a Alemanha "AfD, na sigla em alemão), que defende que o país deixe a moeda única europeia e volte a utilizar o marco.

"Para a Alemanha, será economicamente insano abandonar o euro", disse Schaeuble à revista Focus, acrescentando que os esforços da Suíça com seu franco valorizado provaram o quão problemático pode ser a posse de uma moeda mais forte.

Criado há poucos meses por um grupo de acadêmicos rebeldes, jornalistas e empresários, o AfD aparece com 2% nas intenções de votos para a eleição do Parlamento alemão, que será realizada em setembro, de acordo com uma pesquisa do instituto Emnid divulgada ontem. Apesar do número baixo, o AfD preocupa o governo alemão. Segundo Schaeuble, o apoio ao novo partido ainda pode custar votos cruciais à coalizão governista. Para analistas políticos, porém, será difícil para o AfD ultrapassar a marca dos 5% necessária para entrar no Parlamento em setembro.

Coalizão. Ontem, o Partido Verde prometeu se unir ao Partido Social Democrata (SDP) para enfrentar a atual chanceler da Alemanha, Angela Merkel, do União Democrata Cristã (CDU), nas eleições de setembro. Em um congresso em Berlim, os verdes reafirmaram a aliança com os sociais democratas, apesar do fraco desempenho do líder do partido, Peer Steinbrueck, nas pesquisas de intenção de voto.

"Nós podemos ganhar essas eleições, porque os cidadãos podem confiar em nós", disse o governador do Estado de Baden-Württemberg, Winfried Kretschmann. O fraco desempenho de Steinbrueck nas pesquisas fez surgirem rumores sobre uma possível troca de lado dos verdes, que se aliariam ao partido de Merkel. Mas, durante o congresso de ontem, essa informação foi rechaçada.

Segundo pesquisa divulgada na quinta-feira pelo instituto Mannheimer Forschungsgruppe Wahlen, o apoio combinado à coalizão de Merkel com o Partido Liberal Democrata (FDP) é de 44%, queda de dois pontos porcentuais na comparação com a sondagem anterior. Enquanto isso, o Partido Verde, o SDP e A Esquerda ficaram com 48% das intenções de voto, uma alta de um ponto porcentual ante a pesquisa anterior.

O Partido Verde aprovou um manifesto no qual promete elevar impostos para os mais ricos e acelerar a transição da energia nuclear para fontes renováveis. A legenda também quer um salário mínimo de pelo menos 8,5 por hora e prometeu interromper a venda de armas para países que não respeitam os direitos humanos. / REUTERS E DOW JONES

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