REUTERS/Adriano Machado
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Deixar reforma da Previdência para fevereiro ainda não é decisão fechada, diz Meirelles

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse nesta quarta-feira que há um acordo com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para não pautar a proposta em 2017

André Ítalo Rocha, O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2017 | 18h51

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, negou nesta quarta-feira, 13, que haja um acerto para que a votação da reforma da Previdência ocorra em fevereiro do ano que vem, como chegou a dizer nesta tarde o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

Segundo Meirelles, uma posição oficial será tomada nesta quinta-feira, 14, após reunião com o presidente Michel Temer e lideranças do Congresso, entre elas o próprio Jucá. O ministro disse também que o governo ainda trabalha para votar a proposta na semana que vem.

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"Eu acabei de falar com ele (Jucá) e ele expressou a sua opinião de que ele acha isso uma solução viável e possível (votar a reforma da Previdência em fevereiro de 2018), mas evidentemente que isso não é uma decisão ainda. Continuamos trabalhando para votar o mais rápido possível, se possível na semana que vem", disse Meirelles, após deixar evento com empresários em São Paulo.

Meirelles disse que a opinião de Jucá é válida e tem de ser respeitada, pela experiência que o senador tem como parlamentar, "mas evidentemente que ele não está na Câmara" e que Jucá não conversou com Temer nem com lideranças da Câmara.

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"Não há essa decisão no momento", reforçou, acrescentando que a negociação que existe entre Câmara e Senado é para votação do Orçamento de 2018.

Apesar de ter reforçado a intenção de votar a reforma na semana que vem, Meirelles voltou a dizer que, se isso não ocorrer este ano, ficará para o ano que vem. "Existem soluções que são o ideal e existem as que não são o ideal, mas são viáveis", afirmou o ministro, que disse que deixar para o ano vem "não é novidade", mas alertou para a necessidade de evitar um novo rebaixamento por parte de agências de classificação de risco. 

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PSDB. Anunciada nesta quarta-feira, a decisão do PSDB de fechar questão a favor da reforma da Previdência foi classificada por Meirelles como "um avanço muito importante".

Meirelles, além disso, evitou dizer que deixar a votação para fevereiro tornaria a aprovação mais difícil, em razão da maior proximidade com a eleição, preferindo destacar que existe uma consciência cada vez maior da necessidade da reforma.

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