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Delfim: câmbio está sendo usado de forma oportunista

O câmbio está sendo usado de forma oportunista para controlar a inflação no País, segundo o economista Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda e professor da Universidade de São Paulo. Em palestra na Expo Money, no Rio de Janeiro, ele lembrou que todas as moedas do mundo estão se valorizando em relação ao dólar, mas afirmou que no Brasil está havendo uma "supervalorização", como resultado da diferença entre os juros internos e externos e um sistema financeiro "muito sofisticado". Para o economista, esses dois fatores transformaram o Brasil "no último peru disponível no mundo fora do Dia de Ação de Graças (data a ser comemorada no próximo dia 22, nos EUA)".Delfim Netto lamentou que os recursos que estão entrando no mercado financeiro brasileiro estejam contribuindo apenas para "aumentar a Bolsa e valorizar o real". Segundo o economista, "entram cem e saem sessenta, mas os cem que entram só aumentam a bolsa e valorizam o real, enquanto os sessenta que saem levam galinhas e automóveis".Para o economista, os efeitos desse câmbio "supervalorizado" nos próximos anos serão nocivos para a indústria nacional. "Não teremos efeitos visíveis nos próximos quatro, cinco anos, mas lentamente pode (o câmbio) destruir um sistema industrial ultra-sofisticado que levou anos para ser construído". Em entrevista após a palestra, Delfim Netto não respondeu à pergunta de qual a solução para não valorizar demais o real. "Isso seria receita, fazia isso quando era mais jovem", disse.

JACQUELINE FARID, Agencia Estado

08 de novembro de 2007 | 18h28

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