Delfim defende duas taxas de câmbio para o País

O presidente do Conselho Superior de Economia (Cosec) da Fiesp, deputado federal Antonio Delfim Netto, alertou hoje para a necessidade de o Brasil ter pelo menos dois câmbios diferentes: um para o mercado de capitais e outro para o setor de bens e serviços. Segundo ele, a proposta para a divisão do mercado de câmbio já está em estudo no subcomitê do Cosec e será apresentada aos empresários na próxima reunião do conselho, programada para 13 de junho. Delfim argumentou que, no Brasil, o mercado financeiro é muito mais amplo que o de bens e serviços. Dessa forma, a taxa de câmbio acaba sendo definida pelo mercado de capitais, e não é necessariamente aquela que o País precisa. Os empresários reclamam que a cotação do real prejudica a competitividade dos produtos brasileiros no Exterior ao mesmo tempo em que estimula as importações. Segundo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a preocupação dos empresários com o câmbio é tamanha que a própria Fiesp decidiu contratar especialistas para elaborar uma série de propostas a serem encaminhadas ao governo para a modernização da Lei Cambial. De acordo com Skaf, a reforma da lei ajuda, mas não basta para haver um câmbio mais competitivo, pois com uma taxa real de 13% ao ano, o País atrai cada vez mais capital especulativo, o que pressiona o dólar para baixo. O presidente da Fiesp preferiu não adiantar quais propostas a entidade fará para a mudança cambial porque, segundo ele, o tema ainda está em estudo. Ele disse ainda que espera a presença do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, no próximo encontro do Cosec.

Agencia Estado,

09 Maio 2005 | 14h33

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