Delfim diz ter ficado decepcionado com queda dos juros

O corte de 1,5 ponto percentual da Selic para 24,5% ao ano foi insuficiente, na opinião do ex-ministro da Fazenda e deputado federal (PP-SP), Delfim Netto. Segundo ele, o governo está promovendo reduções muito lentas, que impõem "sofrimento inútil" à economia. "Fiquei decepcionado. Acho que há um espaço enorme para a redução de juros. Eles (governo) deviam ter aprendido com Armínio (Fraga, ex-presidente do Banco Central), que em 1999 derrubou os juros numa velocidade enorme", avaliou o deputado, em entrevista exclusiva à Agência Estado. Segundo o ex-ministro, não há motivo para que o corte dos juros não seja mais agressivo. "É claro que a inflação está caminhando para 6%, 5,5% em 2004, portanto havia espaço bastante amplo para fazer um corte de juros e além disso reduzir o compulsório para dar algum estímulo à economia", afirmou. "Está havendo um excesso de conservadorismo e um excesso de ambição em reduzir a inflação mais rapidamente", destacou. Além da inflação baixa, o ex-ministro citou o enfraquecimento da economia como uma razão adicional para um maior alívio monetário. Delfim observou que o desemprego é crescente e disse que provavelmente o País vai ser surpreendido por um indicador muito ruim na próxima semana, quando deve ser divulgado o PIB do segundo semestre, que viria "próximo a zero ou negativo". Para o deputado, estará caracterizado com este dado um "processo recessivo". O áudio da entrevista com o ex-ministro da Fazenda e deputado federal (PP-SP), Delfim Netto, já está disponível no site do AE Financeiro, no seguinte endereço: www.aefinanceiro.com.br/entrevistas

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