Delfim: "Este é um Estado antropofágico"

"As despesas do Governo vem crescendo nos últimos 12 anos em cerca de 8% em termos reais", disse o prof. Delfim Netto, deputado do PMDB-SP, ex-ministro da Fazenda, ao analisar reportagem de O Estado de S. Paulo de hoje, sobre o custeio do Governo ter superado o investimento e salientou: "Este é um Estado antropofágico, que não corta as despesas, mas sim o PIB. Só resta uma alternativa, para resolver o problema, que é cortar o Estado".O que se discute no País sobre o assunto, é lero-lero, disse o parlamentar ao salientar que "o BC com suas metas, como a da inflação ambiciosa, tem na cabeça que o País não pode crescer mais do 3,5% e ai está o resultado. Estamos com 2,5% de crescimento. O pressuposto errado de que o crescimento não pode ser maior do que 3,5% levou ao erro. Mas, o BC agiu dentro de sua lógica".Delfim Netto disse que "o presidente Lula já disse que não vai fazer mágica. Estamos diante de um grande imbróglio. O Brasil está colhendo agora os frutos de uma política econômica que desenvolveu nos últimos 12 anos, até no Governo de Fernando Henrique Cardoso, com o aumento da carga tributária". E complementou: "Resolvemos o problema da inflação, mas tornamos o Estado obeso. Isto é que precisa ser resolvido hoje, com cortes no próprio Estado".Perguntado se ele concorda com membros da direção do PMDB de que o partido deve ter candidato próprio à presidência da República, Delfim disse:"Sou apenas um soldado raso dentro do partido, vamos esperar que o partido decida".

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