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Delfim não vê surpresa no fracasso da reunião da OMC

O deputado federal Delfim Neto (PP-SP) disse hoje que não viu com surpresa o fracasso da reunião da OMC em Cancún. Na opinião dele, é natural que todos falem, mas que ninguém queira praticar o livre comércio. "As nações olham o livre comércio, como um fato natural e desejável em si mesmo. O comércio é instrumento de poder e estes acordos são díficeis", observou.O parlamentar disse esperar que as negociações prossigam e que as resistências diminuam. Para ele, o Brasil e os países do G Plus, têm mais força hoje porque fizeram um resultado moral. "Vai ficando cada vez mais claro que, ao invés de se discutir bem estar da sociedade mundial, está se discutindo o bem estar das potências hegemônicas". Sobre as negociações para a formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), Delfim disse que é preciso ter paciência. "A Alca como Cancún, é um processo, e não uma coisa. É preciso ter paciência para ir desbastando as dificuldades, se você quiser entrar", opinou.O deputado elogiou a posição do Brasil na Alca e disse acreditar que o País não vai endurecer nessas negociações. "A posição do Brasil é muito inteligente", comentou. Para ele, o Itamaraty encontrou um mecanismo que vai obrigar os americanos a descer o nível da negociação.

Agencia Estado,

15 de setembro de 2003 | 11h54

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