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Delfim Netto descarta crise cambial no País

O ex-ministro da Fazenda Delfim Netto afirmou ontem que não acredita que o Brasil vai passar por uma crise cambial. "Houve um movimento recente relativo à valorização internacional do dólar. O BC fez certo em prover liquidez ao mercado", disse, depois de participar do 8.º Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV). "Câmbio flutuante é assim: num primeiro momento ele varia, mas depois ele se ajusta", destacou, em sua palestra realizada no evento.

O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2011 | 03h04

Para Delfim Netto, contudo, o "câmbio é um problema sério" que só será resolvido quando a taxa de juro real interna for igual à registrada pela maioria dos países. O ex-ministro afirmou que o governo tem agido de forma correta ao ter reduzido a taxa de juros básica (Selic), pois o Banco Central percebeu que a crise internacional tem efeitos muitos sérios sobre o nível de atividade mundial, com impactos deflacionários. "Tombini está muito mais afinado com a realidade monetária do mundo do que todos os analistas financeiros", comentou, referindo-se ao presidente do BC, Alexandre Tombini.

Delfim ironizou analistas que reclamavam da flutuação do câmbio quando a cotação estava em R$ 1,52, mas quando a taxa bateu em R$ 1,95, como ocorreu na semana passada, passaram a clamar pela intervenção "rápida" do BC. O ex-ministro não é favorável à apreciação excessiva do real ante o dólar, mas defende a ação do BC para que o mercado funcione sem fortes oscilações. "A volatilidade vai permanecer por um bom tempo", destacou, ao se referir que a crise dos EUA não vai acabar antes das eleições presidenciais de 2012.

Delfim disse que o IOF adotado pelo governo sobre operações de derivativos provocou "uma armadilha", na qual influenciou as decisões de investidores em câmbio nos últimos dias, período marcado por uma depreciação do real ante o dólar./ RICARDO LEOPOLDO

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