Delito econômico atinge quase 40% das empresas no mundo

Cerca de 37% das companhias no mundo foram vítimas de algum tipo de delito econômico nos dois últimos anos e os prejuízos superam os US$ 2 milhões por empresa, diz um informe da PricewaterhouseCoopers (PwC) divulgado nesta quarta-feira em Zurique. De acordo com esse levantamento, a África é a região mais prejudicada, com 51% de suas empresas afetadas, seguida dos Estados Unidos, com 41%. Depois vêm a América Latina, com 38%; Europa Oriental e Central, com 37%; Europa Ocidental, com 34%; e a região da Ásia-Pacífico, com 29%. Ainda segundo o estudo, a maioria dos 3,6 mil executivos responsáveis pelas companhias consultadas diz temer um incremento dos delitos desse tipo nos próximos cinco anos. Na Europa Ocidental, por exemplo, o número de empresas vítimas de algum delito econômico subiu de 29% para 34% entre 2001 e este ano. Já na Europa Oriental e Central (ex-países comunistas) o aumento da criminalidade econômica foi maior ainda, subindo de 26% para 37% nesse mesmo período. Esse aumento se deve, segundo a PwC, à recessão, ao desejo de uma maior transparência e à conscientização sobre os riscos das fraudes econômicas. Principais vítimas De acordo com o jornal espanhol "El Mundo", que cita a pesquisa, os bancos e as companhias de seguros estão entre as principais vítimas. Entre as fraudes mais freqüentes, ou as mais facilmente detectáveis, estão o roubo de ativos de uma empresa (60% delas), pirataria ou falsificação de produtos (19%) e cibercriminalidade (14%). Os delitos de corrupção e tráfico de influências atingiram 14% das empresas consultadas pela PwC; as falsificações contáveis, 10%; a espionagem industrial, 7%; e a lavagem de dinheiro, apenas 3%.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.