Dell muda produção para Polônia e deve cortar 1.900 empregos

Operações de fabricação da empresa para Europa, Oriente Médio e África deixarão a Irlanda após 18 anos

Nathália Ferreira e Hélio Barboza, da Agência Estado,

08 de janeiro de 2009 | 12h16

A empresa norte-americana de computadores e tecnologia de informação Dell informou nesta quinta-feira, 8, que está mudando as operações de fabricação na Irlanda para a Polônia até o começo de 2010, com a perda de 1.900 empregos irlandeses.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    A empresa, que estabeleceu as operações de fabricação para Europa, Oriente Médio e África na Irlanda em 1990, disse que a decisão faz parte de uma iniciativa de redução de custos de US$ 3 bilhões, anunciada no ano passado.   A Dell informou que 1.300 empregos em vendas e marketing permanecerão em Dublin, bem como 1.000 postos sediados em Limerick nas áreas de logística, soluções, compras, engenharia e desenvolvimento de produtos. "Limerick continuará sendo o centro de logística para a Europa", disse uma porta-voz da empresa para a Dow Jones.   Sean Corkery, vice-presidente das operações na Irlanda, disse em comunicado que essa "é uma decisão difícil, mas é a certa para a Dell se tornar ainda mais competitiva e entregar mais valor para os clientes da região".   Lenovo   As ações da fabricante de microcomputadores chinesa Lenovo fecharam o pregão da Bolsa de Hong Kong com queda de 26% depois que a companhia emitiu um alerta de lucros por causa de uma redução na demanda global e disse que planeja cortar 11% da sua força de trabalho. Em dezembro, a empresa desistiu de comprar a Positivo, após a companhia brasileira recusar uma oferta de R$ 18 por ação.   A Lenovo informou que espera registrar uma perda material para o período outubro-dezembro, seu terceiro trimestre fiscal. A empresa planeja demitir 2.500 dos cerca de 23.200 empregados, incluindo executivos e funcionários administrativos, além de fundir operações na China, na Ásia-Pacífico e na Rússia e reduzir a remuneração de executivos e bônus por desempenho. A porta-voz da Lenovo, Angela Lee, disse que nenhuma das demissões ocorrerá na China, mas não deu mais detalhes.   A companhia anunciou que prevê um encargo de reestruturação antes de impostos de US$ 150 milhões no quarto trimestre do atual ano fiscal, que termina em março. "O faturamento e o lucro bruto diminuíram significativamente de um ano para o outro devido à proporção relativamente elevada de vendas no segmento comercial, que experimentou uma redução mundial da demanda", afirmou, num comunicado, o presidente da Lenovo, Yang Yuanqing. "A desaceleração da economia chinesa também afetou o que historicamente tem sido o principal mercado para o grupo", acrescentou.   Em novembro, a Lenovo anunciou que seu lucro líquido no segundo trimestre fiscal havia diminuído 78% em relação ao mesmo período do ano anterior, para US$ 23,4 milhões, por causa da desaceleração das vendas de microcomputadores.

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