Deloitte é acusada de não detectar fraude em empresa de hipotecas

A Deloitte Touche Tohmatsu Ltd, a maior empresa de contabilidade e consultoria do mundo, foi acusada ontem de não detectar fraude em auditorias feitas em uma das maiores empresas privadas de hipoteca que quebrou durante a crise dos financiamentos imobiliários (subprime) nos Estados Unidos.

MIAMI, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2011 | 03h03

O curador da massa falida da Taylor, Bean & Whitaker Mortgage Corp, ou TBW, e uma das maiores subsidiárias da empresa apresentou queixa num tribunal da Flórida alegando perdas conjuntas de US$ 7,6 bilhões.

A Deloitte "certificou a TBW como uma empresa solvente, viável, com precisas demonstrações financeiras em todos os anos, de 2001 a 2008", disse um dos denunciantes. "Apesar das credenciais da Deloitte e a experiência como uma das quatro grandes empresas de consultoria e auditoria, essas declarações - e o quadro róseo que eles pintavam da TBW - eram completamente falsas."

O porta-voz Jonathan Gandal, da Deloitte, disse que "as alegações são totalmente sem mérito".

PriceWaterhouse Coopers, KPMG e Ernest & Young também enfrentam acusações. Ações coletivas de investidores buscam recuperar bilhões de dólares perdidos no colapso financeiro.

Lee Farkas, ex-presidente da Taylor, Bean e Whitaker, foi condenado a 30 anos de prisão em abril por planejar o que as autoridades dos Estados Unidos descreveram como uma das maiores fraudes bancárias dos últimos tempos. Segundo o Departamento de Justiça americano, Farkas executou um esquema fraudulento de US$ 2,9 bilhões que levou à quebra da TBW e ao colapso de um dos maiores bancos regionais dos EUA, o Banco Colonial.

A queixa apresentada por Neil F. Luria, curador da massa falida da TBW, alega prejuízos de cerca de US$ 6 bilhões. Uma segunda denúncia, alegando perdas de US$ 1,6 bilhão, foi feita por Ocala Funding, subsidiária da TBW. / REUTERS

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