Delphi critica logística brasileira

A fabricante norte-americana de autopeças Delphi e outras empresas do setor automotivo continuam a sofrer com os gargalos logísticos do Brasil e chegam a perder negócios por isso. A afirmação é do presidente da Delphi na América do Sul, Gábor János Deák. Ele afirma que os problemas se acumulam: altas taxas portuárias, greves nos portos, manuseio precário de cargas, burocracia e lentidão na alfândega. De acordo com o executivo, o País ainda faz pouco para conseguir avanços em direção a uma logística de exportação adequada e está perdendo para outros países em desenvolvimento, como o México. "Lá, os embarques dos navios são feitos em cinco horas; aqui, chegam a demorar até cinco dias", reclama.Déak declara que o Brasil tem custos de mão-de-obra bastante atraentes para atrair investimentos de fora. No entanto, pode perder oportunidades porque as multinacionais também avaliam as questões logísticas.O executivo lembra que a indústria automotiva, em particular, atua com produção sem formação de estoque. Por esse motivo, as peças têm de chegar rapidamente para o bom funcionamento das fábricas.O executivo participou esta semana do Congresso SAE Brasil (Congresso e Exposição de Tecnologia da Mobilidade), no Expocenter Transamerica de São Paulo. A sistemista Delphi tem sede em Troy, Michigan, nos EUA. Na América do Sul, o centro da companhia fica em São Paulo. Ela tem 12 unidades sul-americanas, com faturamento de US$ 450 milhões em 2002 na América do Sul.

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