Delta Airlines vai anunciar parceria com aérea brasileira

A americana Delta Airlines, segunda maior companhia aérea do mundo em volume de passageiros transportados, vai anunciar nas próximas semanas parceria com uma companhia brasileira, cujo nome não foi revelado. No Brasil, entre as grandes do setor, a Varig já tem acordos com empresas da sua aliança global, a Star Alliance. A TAM, por sua vez, compartilha assentos aos Estados Unidos com a American Airlines. Apenas a Gol não é parceira de nenhuma companhia americana.A Delta, que integra a aliança global Sky Team, também negocia com um banco nacional o lançamento de um cartão de crédito que pode ser usado para acumular milhas no programa de fidelidade. As informações são do diretor da Delta para a América Latina e Caribe, James Sarvis, que está no Rio para o lançamento do vôo diário entre o Rio e Atlanta, iniciado no dia 1º. É a terceira rota diária da companhia, que também voa de São Paulo para Atlanta duas vezes ao dia. Com a nova freqüência, a Delta passa a usar seis aviões no Brasil."O nosso maior investimento é na expansão internacional. De forma alguma vai ter reflexo (o Capítulo 11 da lei americana de falências). Vamos continuar a crescer no mercado", afirma o executivo ao ser questionado se o recente pedido de enquadramento da Delta na lei de recuperação judicial americana iria afetar a operação no Brasil, já que a previsão é a de demitir até 9 mil funcionários em todo o mundo, ou 17% de sua folha de pagamento de 52 mil empregados.Os vôos internacionais respondem por 20% do faturamento da Delta. Ano que vem, a empresa estima que essa fatia poderá crescer para até 35%. Na América Latina, Sarvis conta que a meta é aumentar em 40% a oferta de assentos nos próximos seis meses. "Estamos realizando a maior expansão de nossa história na América Latina", diz o executivo.No dia 14 de setembro, a Delta entrou no capítulo 11 da chamada Lei de falência dos Estados Unidos, com dívida de US$ 21 bilhões e faturamento de US$ 15 bilhões. Segundo Sarvis, desde o ano passado a companhia estabeleceu um programa de redução de custos para economizar US$ 5 bilhões por ano, o que deve ser alcançado já em 2006. Como parte desse programa, a Delta pretende reduzir em até 15% os vôos no mercado americano, que tem "excesso de oferta", diz Sarvis. Os aviões que deixarão de atender os EUA serão usados na expansão internacional.

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