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Demanda aquecida mantém confiança da indústria em alta

Indicador-síntese do setor sobe 1,1% em agosto e registra o segundo maior patamar da série histórica

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

28 de agosto de 2008 | 08h22

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), indicador-síntese da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, subiu 1,1% em agosto ante julho influenciado pelo bom momento da demanda no mercado interno, segundo informou nesta quinta-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV). De julho para agosto, o indicador subiu de 121,5 pontos para 122,8 pontos. Esse patamar é o segundo maior da série histórica do índice, iniciada em abril de 1995, perdendo apenas para o nível de outubro de 2007 (123,4 pontos).  A FGV esclareceu que, entre agosto de 2007 e agosto de 2008, a parcela de empresas pesquisadas que avaliam a demanda no mercado interno como forte subiu de 24% para 29%. No mesmo período, a parcela de empresas entrevistadas que a classificam como fraca caiu de 7% para 6%. Em comunicado, a instituição informou que, em agosto, "a avaliação sobre o nível da demanda continua favorável, sob influência, principalmente, do mercado interno".  Ao detalhar as respostas sobre expectativas, a fundação avaliou que os empresários se mostram confiantes no aumento da produção no trimestre referente ao período de agosto a outubro. De acordo com o levantamento, das 1.012 empresas consultadas, 53% programam ampliar a produção nos próximos meses, sendo que o porcentual de companhias pesquisadas que tiveram essa resposta em agosto do ano passado foi menor, de 49%. O índice é composto por dois indicadores. O primeiro é o Índice da Situação Atual (ISA), que ficou estável (0,00%) em agosto, ante alta de 0,3% em julho. O segundo componente do ICI é o Índice de Expectativas, que apresentou aumento de 2,3% em agosto, ante queda de 1,8% em julho. Na comparação com agosto do ano passado, houve alta de 0,3% para o índice de Situação Atual e aumento de 1,2% para o indicador de Expectativas. Na comparação com agosto do ano passado, o ICI registrou alta de 0,7%, em igual mês este ano - resultado superior à taxa negativa de 0,2% em julho, na mesma base de comparação. Essa queda de 0,2% também foi atualizada pela fundação, que no mês passado informou taxa negativa de 0,7% para o ICI nessa base de comparação. A fundação também revisou o ICI referente ao mês passado. Em julho, a FGV anunciou queda de 0,7% para o índice - mas no comunicado a instituição informou que houve queda de 0,2% para o desempenho do mês passado. O levantamento para cálculo do índice foi entre os dias 1 e 26 desse mês, em uma amostra de 1.012 empresas informantes.  O ICI é um indicador que utiliza para cálculo uma escala que vai de 0 a 200 pontos, sendo que o resultado do índice é de queda ou de elevação, se a pontuação total das respostas fica abaixo ou acima de 100 pontos, respectivamente.   Nuci O Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci) da indústria sem ajuste sazonal alcançou patamar 86,5% em agosto. No mês passado, o nível, sem ajuste, registrou resultado de 86,1%. Hoje, a instituição anunciou o Índice de Confiança da Indústria (ICI), indicador-síntese da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação. Na série mensal elaborada pela FGV para o índice, sem ajuste sazonal, o Nuci registrado em agosto foi o maior do ano - sendo o mais elevado desde dezembro do ano passado, quando teve patamar de 86,7%.

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