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Demanda de energia deve crescer 4,8% ao ano até 2020

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética, o acréscimo do consumo total de eletricidade será de 274 mil GWh

Kelly Lima, da Agência Estado,

22 de fevereiro de 2011 | 13h17

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) revisou para baixo sua projeção de crescimento de demanda ao longo de dez anos. Em Nota Técnica, a EPE divulgou que estima que a demanda chegue a 730,1 mil GWh por ano em 2020, o que representaria um crescimento de 4,8% ao ano. Na projeção anterior para a década, divulgada em dezembro de 2009, a perspectiva era de crescimento de 5,2% ao ano até 2018, atingindo a 681,7 mil GW no ano.

De acordo com a EPE, o acréscimo do consumo total de eletricidade será de 274 mil GWh, volume superior ao atual consumo de eletricidade do México e próximo ao atual consumo de eletricidade da Espanha. O estudo trabalha com a hipótese de a economia brasileira expandir-se ao ritmo de 5% ao ano nos próximos 10 anos.

As projeções da EPE indicam também que importante parcela da demanda total de eletricidade do País será atendida por autoprodução, que crescerá a uma taxa média de 6,6% ao ano e deverá atingir 71 mil GWh em 2020 - o equivalente a 10% do consumo total de eletricidade neste ano. O acréscimo da autoprodução, nos 10 anos, será de aproximadamente 34 mil GWh. Já o consumo industrial total aumentará à taxa de 4,8% ao ano, chegando a 354,7 mil GWh em 2020.

O consumo médio por consumidor residencial passará de 154 kWh/mês, em 2010, para 191 kWh/mês em 2020. O máximo histórico de 180 kWh/mês, observado antes do racionamento de 2001, será ultrapassado por volta de 2017, informou a EPE. Já a demanda comercial deverá crescer 6% ao ano, para 123,8 GW por mês.

A EPE aponta ainda em seu estudo que a previsão de demanda para os próximos anos "incorpora ganhos de eficiência elétrica" que resultam em uma redução do consumo de eletricidade, em 2020, de 33,9 mil Gwh.

Esse montante de energia conservada equivale à geração de 4,5 mil MW médios (aproximadamente a energia média a ser gerada pela usina hidrelétrica de Belo Monte).

Entre estes ganhos de eficiência energética estão indústrias que utilizam resíduos do processo produtivo como combustível, caso dos segmentos de siderurgia, papel e celulose, petroquímica e indústria sucroalcooleira, por exemplo.

A EPE divulgou para efeitos de comparação que o ganho obtido com conservação de energia elétrica no período (33,9 mil GWh) é superior ao atual consumo de eletricidade do Peru e próximo ao consumo da Dinamarca.

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