Demanda de exportação da China pode cair; IED diminui--ministério

As perspectivas de exportação da China são pessimistas e a demanda pode ser mais fraca nos próximos meses do que foi até então este ano, afirmou o Ministério do Comércio nesta quarta-feira, ao revelar o mais longo período de declínio em investimento estrangeiro desde a crise financeira global.

Reuters

19 de setembro de 2012 | 08h51

Os comentários e a queda de 3,4 por cento na base anual nas entradas de Investimento Estrangeiro Direto (IED), para 75 bilhões de dólares nos primeiros oito meses do ano, somaram-se a uma série de dados econômicos fracos de agosto e deixaram os investidores apostando ainda mais que ações de política do governo serão necessárias para sustentar o crescimento.

"Ainda há incertezas sobre a recuperação econômica global no futuro e esperamos que a demanda externa nos próximos meses poderá ser mais fraca do que nos primeiros oito meses", afirmou o porta-voz do Ministério Shen Danyang.

"Nossas perspectivas de exportação serão pessimistas para os próximos meses", disse ele em entrevista.

Dados comerciais de agosto, publicados este mês, destacaram a possibilidade de mais gastos do governo central para diminuir os dados causados à economia doméstica pelo corte de produção, estoques e importação em meio à anêmica demanda global.

As importações caíram 2,6 por cento no ano ante expectativas de aumento de 3,5 por cento. As exportações subiram 2,7 por cento, abaixo da previsão de alta de 3 por cento da pesquisa da Reuters.

Tais dados são notícias negativas num país onde as exportações geram 25 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), apoiam estimados 200 milhões de empregos e onde analistas já esperam que a economia tenha o ano mais fraco de expansão desde 1999.

(Reportagem de Aileen Wang e Nick Edwards)

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