Demanda de GNL por termelétrica cai em julho e agosto

O diretor de Gás e Energia da Petrobras, José Alcides Santoro Martins, afirmou nesta segunda-feira que a demanda por gás natural liquefeito (GNL) por parte das térmicas, para geração de energia, está em queda no terceiro trimestre. Além disso, o custo para importação desse produto também deve ser menor do que os números registrados no segundo trimestre deste ano, quando as importações alcançaram 9 milhões de metros cúbicos, ante 1,6 milhão de m³ do mesmo período de 2011. As despesas com a compra da GNL foram um dos pontos citados pela Petrobras para justificar o prejuízo de R$ 1,346 bilhão entre abril e junho deste ano.

ANDRÉ MAGNABOSCO E FERNANDA GUIMARÃES, Agencia Estado

06 de agosto de 2012 | 12h38

"Em julho, fechamos com 973 MW médios, contra uma média de 2,6 mil MW médios do segundo trimestre, o que representa uma queda de 63% na demanda", afirmou o executivo. "E em agosto, até agora, estamos com número abaixo de 960 MW médios. Ou seja, os eventos do segundo trimestre estão sendo atenuados no terceiro trimestre", complementou. No segundo trimestre, a Petrobras desembolsou R$ 620 milhões a mais do que no primeiro trimestre por causa da demanda das termelétricas.

Além do maior volume, a condição dos preços está mais favorável neste terceiro trimestre, destacou Santoro. Devido à demanda japonesa por GNL, os preços do produto chegaram a um patamar médio de US$ 15,5 por MBTU no segundo trimestre, preços que caíram para aproximadamente US$ 13 por MBTU em níveis atuais. No início do ano passado, os preços estavam ao redor de US$ 8 a US$ 9 por MBTU.

Previsibilidade

A despeito da relação comercial da Petrobras no segmento de GNL, a estatal está em contato com o Operador Nacional do Sistema (ONS) com o objetivo de garantir maior previsibilidade às necessidades de fornecimento de gás natural para o sistema elétrico. Com isso, as compras poderiam ser menores e mais ajustadas às reais necessidades do Brasil. "Estamos fazendo um trabalho do ponto de vista regulatório de tal forma que precisemos de uma disposição menor. Teremos compromisso de atender à demanda elétrica, porém com previsibilidade melhor no sistema elétrico", afirmou a presidente Maria das Graças Foster.

A companhia já está em contato com o ONS e com o Ministério de Minas e Energia para que a previsibilidade da necessidade de fornecimento de gás natural seja em no mínimo 30 dias. "Com isso vamos reduzir a (compra da) carga", complementou Graça Foster em teleconferência com analistas e investidores.

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