Demanda externa da indústria tem forte recuo

De acordo com pesquisa da FGV, demanda está abaixo da média histórica; queda pode estar ligada[br]ao câmbio valorizado

Anne Warth, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2011 | 00h00

O Indicador de Demanda Externa da indústria de transformação registrou queda pelo quarto mês consecutivo e já está abaixo da média histórica. O dado faz parte da Sondagem da Indústria de Transformação e da composição do Índice de Confiança da Indústria (ICI), divulgados ontem pela FGV. Ao longo do ano passado, a demanda externa registrou recuperação até dezembro, quando atingiu 107,5 pontos. A partir daí, o indicador vem caindo e chegou em abril aos 93,2 pontos, diante de uma média histórica de 97,5 pontos.

De acordo com o coordenador de Sondagens Conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, Aloisio Campelo, a queda pode estar relacionada ao efeito do câmbio valorizado e à redução da demanda mundial, já que vários países estão elevando juros para conter a inflação. No mês de abril, 24% dos empresários disseram que a demanda externa estava fraca, contra 17,2% que a consideravam forte. Entre os setores, o que registrou maior queda na demanda externa foi o de Bens Intermediários.

Uma das maiores contribuições para a queda do setor de Bens Intermediários foi a do gênero de Química, cujo indicador de demanda externa passou de 103,7 pontos em janeiro para 65,8 pontos em abril. Dos empresários do segmento, 57,9% responderam que a demanda externa estava fraca em abril. Na área de Papel e Celulose, a demanda externa caiu de 104,7 pontos em janeiro para 93,9 pontos em abril. No gênero de Metalurgia, o indicador baixou para 96,9 pontos, em abril, ante 106,1 em janeiro, com 25,5% dos empresários do setor respondendo que a demanda externa estava fraca.

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