Demanda favorece investimento em materiais de construção

A desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os materiais de construção e as obras do programa "Minha Casa, Minha Vida" devem contribuir para o avanço das vendas desses insumos em 2010.

REUTERS

26 de fevereiro de 2010 | 14h26

De acordo com sondagem divulgada nesta sexta-feira pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), 67 por cento das empresas consultadas em fevereiro pretendem realizar investimentos nos próximos 12 meses, impulsionadas pelo aquecimento da demanda. Em janeiro, o número era de 59 por cento e em igual período de 2009, de 34 por cento.

"O início efetivo das obras do programa 'Minha Casa, Minha Vida' é um dos fatores determinantes para esse otimismo", afirmou o presidente da Abramat, Melvyn Fox, em comunicado. "Com o nível de capacidade instalada ociosa em 16 por cento, aliado à alta intenção de investimentos, o setor não deve ter problemas em atender a demanda aquecida."

Em janeiro, as vendas de materiais de construção no Brasil tiveram alta de 2,61 por cento na comparação com o mês anterior e avançaram 13,84 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a Abramat, o resultado do primeiro mês do ano está alinhado com as expectativas para o aumento do faturamento do setor em 2010, que deve ser de 15 por cento sobre o ano passado.

No acumulado dos últimos 12 meses, contudo, o varejo de material de construção apresenta queda de 10,3 por cento.

Se considerados os materiais básicos, em janeiro as vendas aumentaram 12,89 por cento ante o mesmo mês em 2009 e subiram 2,98 sobre dezembro. Nos últimos 12 meses, a queda acumulada é de 13,55 por cento.

Já as vendas de materiais de acabamento cresceram 15,77 por cento na relação anual e tiveram alta de 1,87 por cento ante dezembro. A queda acumulada em 12 meses, nesse caso, é de 3,14 por cento.

No primeiro mês deste ano, o nível de emprego na indústria de materiais também aumentou, com alta de 4,08 por cento sobre janeiro de 2009 e de 0,49 por cento contra dezembro.

(Por Vivian Pereira)

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