Demanda forte pressiona preço de serviços

O brasileiro enfrenta hoje uma segunda onda inflacionária, que vai além dos preços dos alimentos e do petróleo. Desde meados de maio, os preços dos serviços livres, aqueles regulados pela disposição do consumidor de pagar mais pelo corte de cabelo, conserto do sapato, reparo no domicílio, entre outros, dispararam. ?A situação é crítica porque a segunda onda inflacionária, que é a dos serviços, já chegou sem ter ido embora a primeira, a dos alimentos?, afirma Fábio Silveira, sócio da RC Consultores.Os preços dos serviços livres, que aumentavam, em média, entre 0,30% e 0,40% ao mês, saltaram para uma faixa de reajustes mensais superiores a 0,80% desde o fim do mês passado, segundo cálculos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Em 12 meses até a segunda quadrissemana de junho, os serviços livres acumulam alta de 6,25%, ante variação do IPC geral de 5,71%. Eles só perdem para as elevações dos preços dos produtos comercializáveis, que aumentaram 8,33% no período, puxados especialmente pelos alimentos.O campeão de alta dos serviços nos últimos 30 dias encerrados em 15 de junho foi reparo no domicílio, que inclui serviços de pedreiro, encanador e eletricista, por exemplo. Os preços desses serviços subiram 3,82% nesse período, mais que o triplo da inflação geral medida pelo IPC-Fipe, de 1,26% na segunda quadrissemana deste mês. Essa também foi a maior taxa registrada para os reparos no domicílio desde dezembro de 2002, quando chegou a 3,83%. Em 12 meses, esses serviços acumulam alta de 15,2%. Gastos com refeição fora de casa (2,17%), sapateiro (1,24%), lavagem de veículo (1%) e psicólogo (2%) também estão no rol dos serviços livres que mais subiram nos últimos 30 dias, de acordo com o IPC-Fipe. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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