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Demanda interna sustentará crescimento do País, diz 'FT'

Diário britânico destaca alta do emprego e renda, crédito mais barato e maiores taxas de investimento

DANIELA MILANESE, Agencia Estado

27 de fevereiro de 2008 | 08h38

O déficit em conta corrente e a queda no superávit da balança comercial esperada para este ano poderiam ser sinais de preocupação para a economia brasileira. Mas a forte demanda interna deve sustentar o crescimento do País. Essa é a visão exibida nesta quarta-feira, 27, em reportagem publicada no jornal britânico Financial Times sobre os últimos números do balanço de pagamentos brasileiro. Em janeiro, o déficit em transações correntes ficou em US$ 4,232 bilhões, o maior desde outubro de 1998. Além disso, as importações superaram as exportações em US$ 81 milhões na quarta semana de fevereiro, o que não era verificado desde a terceira semana de maio de 2002. Conforme o FT, a previsão é de que o saldo comercial da balança brasileira recue de US$ 40 bilhões no ano passado para US$ 30 bilhões em 2008. Como o recente crescimento econômico brasileiro tem sido liderado pelas vendas externas, esses números poderiam ser motivo de alarme, aponta o jornal inglês. "Mas a queda no superávit comercial não deve ser causada pela redução das exportações, que ainda estão avançando, e sim pelo aumento mais rápido das importações", diz o FT. "A alta do emprego e dos salários, o crédito mais barato e as maiores taxas de investimento fizeram da economia doméstica a nova máquina de crescimento." O jornal também destaca a valorização da moeda, que está abaixo de R$ 1,70 por dólar, e a acumulação de reservas externas, que permitiram ao País se tornar credor líquido externo em janeiro. "O Brasil pode trocar facilmente a dependência das exportações e dos investimentos estrangeiros de portfólio para (a economia centrada na) demanda doméstica e o investimento estrangeiro direito (IED)?", questiona o FT. "A maioria dos economistas não vê motivos para que não consiga." O jornal também aponta que o nível de crescimento brasileiro está aquém dos outros países quem compõem o chamado Bric - Brasil, Rússia, Índia e China -, o que poderia mudar se o governo fizesse a reforma tributária, na visão de economistas. "Mas, como o avanço registrado nos últimos anos já fez de Luiz Inácio Lula da Silva o líder mais popular da memória recente, a maioria dos brasileiros provavelmente continuará feliz."

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