Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Demanda por bens industriais recuou 1,6% em fevereiro ante janeiro

No entanto, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), na comparação com fevereiro de 2017, consumo de bens industriais cresceu 4,5%

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

06 Abril 2018 | 11h18

 RIO- A demanda por bens industriais recuou 1,6% na passagem de janeiro para fevereiro, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No trimestre móvel encerrado em fevereiro, porém, o Indicador Ipea mensal de Consumo Aparente (CA) de Bens Industriais registrou alta de 1,2%.

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Na comparação com fevereiro de 2017, o consumo de bens industriais foi 4,5% maior em fevereiro deste ano. O indicador é obtido através da soma das importações de bens industriais com a produção interna, excluídas as exportações.

Com o resultado de fevereiro, a demanda por bens industriais permanece com ritmo de crescimento mais intenso (com elevação de 4,5% em fevereiro ante fevereiro do ano anterior) do que o apresentado pela Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (com alta de 2,8% no mesmo período), apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

"Isso é um sinal de que a atividade industrial está aquecida. A economia está demandando tanto os bens industriais produzidos no País quanto os bens importados", avaliou Leonardo Mello de Carvalho, pesquisador do Ipea e autor do estudo, em nota oficial. 

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Entre os componentes do consumo aparente, a produção doméstica líquida de exportações recuou 1,2% em fevereiro ante janeiro, enquanto as importações de bens industriais caíram 2,8%. A demanda por bens da indústria de transformação encolheu 1,9%, e o consumo de bens da extrativa mineral caiu 2,5%. 

Na comparação com fevereiro de 2017, a produção industrial doméstica, excluídas as exportações, avançou 3,3%, enquanto as importações saltaram 10,0%. Houve avanços expressivos nos segmentos de equipamentos de informática (22,6%) e veículos automotivos (18,1%). 

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"Os dados nos mostram a retomada forte do consumo dos bens de consumo duráveis", afirmou José Ronaldo de Castro Souza Junior, diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, em nota.

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