Demanda por energia bateu recorde minutos antes do apagão

Segundo o ONS, houve um pico de demanda no subsistema Sul às 14h desta terça-feira, três minutos antes do blecaute que atingiu 11 Estados 

Eulina Oliveira, da Agência Estado,

05 de fevereiro de 2014 | 14h49

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que nesta terça-feira - dia em que um apagão atingiu 11 Estados - houve recorde de demanda instantânea no subsistema Sul. A demanda máxima atingiu 17.412 MW às 14h - o apagão ocorreu às 14h03.

Segundo o Boletim de Carga Especial do ONS, divulgado nesta quarta-feira, a demanda recorde deve-se à continuidade das altas temperaturas e ao índice de desconforto térmico nessa região do País na hora de maior insolação. A cidade de São Paulo teve o janeiro mais quente dos últimos 71 anos e iniciou fevereiro com os termômetros chegando a 35 graus. O recorde anterior de demanda de energia, de 17.357 MW, havia sido atingido no último dia 29 de janeiro.

Estados nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte do País ficaram sem energia elétrica na terça-feira por causa de falhas na linha de transmissão entre Colinas (TO) e Serra da Mesa (GO).

Na terça-feira, o presidente do ONS, Hermes Chipp, negou que o consumo elevado de energia e o baixo nível dos reservatórios tenham provocado o apagão. Segundo ele, o órgão ainda não sabe as causas reais do problema, apenas que dois defeitos causaram a queda do sistema e motivaram um terceiro defeito.

Segundo o órgão, o restabelecimento da interligação entre o Norte e o Sudeste ocorreu 38 minutos depois da queda da energia. Mas algumas localidades chegaram a ficar quase duas horas sem luz. O apagão afetou cerca de 6 milhões de pessoas.

Na quinta-feira, às 14h, uma reunião no ONS discutirá o apagão. Participarão do encontro representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do Ministério de Minas e Energia, do ONS e das concessionárias envolvidas, entre elas Eletronorte, Furnas, Tractbel, Cemig, Cesp e Eletrosul. 

Tudo o que sabemos sobre:
energiaapagão

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.