Demanda por imóvel popular se mantém firme

Empresa registra aumento de 133% no valor geral de vendas, ao manter seu foco nesse tipo de produto

Larissa Féria, Especial para o Estado

17 de junho de 2015 | 12h33

As dificuldades do mercado imobiliário não atingiram com a mesma intensidade o segmento popular. “A procura por esse tipo de imóvel está menor do que no auge das vendas, claro, mas ainda há demanda firme”, afirma o diretor-geral da Brasil Brokers SP, José Roberto Federighi. “A oferta maior desse produto, porém, está na região metropolitana.”

Focada nesse segmento, a Drive Imóveis apresentou crescimento de 133% no valor geral de vendas (VGV), que passou de R$ 210 milhões em 2013 para R$ 520 milhões no ano passado. “Escolhemos um nicho certo. Com esse resultado, passamos a figurar entre as 10 maiores vendedoras do Top Imobiliário”, comemora o sócio e diretor comercial, Bruno Marques.

O perfil do comprador, segundo o diretor de novos negócios da Abyara Brasil Brokers, Thiago Castro, vem mudando desde meados de 2013. Menina dos olhos dos investidores, os imóveis compactos, salas comerciais e hotéis hoje estão em baixa. “Enquanto a economia não voltar ao patamar anterior, o investidor vai esperar para comprar”, afirma. “Ainda existe esse tipo de cliente, mas em número bem menor do que antes.”

Na opinião do diretor de atendimento da Elite Brasil, Carlos Escobar, o mercado se concentrou entre dois extremos: imóveis populares, de até R$ 350 mil, e os de alto padrão, acima de R$ 1,5 milhão. “A classe média, que comprava imóveis na faixa de R$ 700 mil a R$ 900 mil, foi a mais afetada pela crise econômica”, diz. “E passa por crise de confiança.” Segundo Escobar, ela não sabe se vai conseguir manter o padrão de vida. “Como a compra é de longo prazo, a decisão foi postergada.”

Já o imóvel popular é comprado por quem quer se livrar do aluguel, ou seja, trocar esse custo pelo do financiamento, com a vantagem de ter casa própria. “Esse público tem menos poder de barganha e não escolhe bairro nem metragem”, diz Escobar. 

No caso da Fernandez Mera, as vendas se concentram em imóveis de dois e três dormitórios com preço de R$ 400 mil a R$ 1 milhão. “Começamos a sentir uma retomada do alto padrão”, diz o presidente Gonzalo Fernandez Rodriguez.  

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