Rafael Arbex|Estadão
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Setor aéreo tem pior outubro em 13 anos

Retração de 5,74% foi a maior para o mês desde 2002; no longo prazo, porém, o País deve registrar o 5º maior crescimento do mercado global

Victor Aguiar, Marina Gazzoni e Reuters, O Estado de S. Paulo

26 de novembro de 2015 | 11h54

SÃO PAULO - A demanda por passagens aéreas nacionais recuou 5,74% em outubro, a maior retração no mês de outubro desde 2002, quando o setor registrou queda de 9,94%. Os dados foram divulgados na quinta pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), entidade que reúne as quatro maiores empresas do setor - TAM, Gol, Azul e Avianca - e calcula desde 2012 indicador com resultado bastante similar à série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que acompanha o desempenho das aéreas há décadas.

No acumulado do ano, a demanda ainda cresceu 2,36%, mas a perspectiva é negativa. "O resultado atual é ruim. Os números serão piores em 2016 e continuarão ruins em 2017, com certeza", disse o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.

A crise na aviação é reflexo da recessão econômica e da desvalorização do real, que eleva o custo das companhias. As três maiores empresas - TAM, Gol e Azul - já revisaram para baixo seus planos de expansão de frota. "A capacidade será cortada mais agressivamente daqui para frente", disse Sanovicz.

Em outubro, a oferta de passagens aéreas nos voos nacionais das quatro maiores empresas caiu 3,87%, em relação ao mesmo período de 2014, segundo a Abear. Os dados da Anac mostram que é o maior corte de capacidade desde maio de 2009.

Longo prazo. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) reduziu na quinta as previsões de crescimento para o setor nos próximos 20 anos, citando a desaceleração de países como a China.

A Iata espera agora que o número de bilhetes anual chegue em 7 bilhões em 2034, o dobro dos 3,5 bilhões esperados para 2015 - com expansão média anual de 3,8%. Anteriormente, a associação previa 7,4 bilhões de viagens de avião em 2034.

Apesar das perspectivas negativas para a economia brasileira no curto prazo, o País deverá ter o quinto maior mercado do mundo em 20 anos atrás de China, Estados Unidos, Índia e Indonésia. A Iata prevê que o volume de passagens vendidas no País atinja 100 milhões ao ano.

Para Jorge Leal, professor de Transporte Aéreo da USP, o Brasil sente a crise econômica, mas as perspectivas de crescimento para a aviação no longo prazo permanecem. "O potencial para a aviação é imenso. O Brasil ainda tem menos de 1 passageiro por habitante".

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