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Demanda por voos no País cresce 31,4%

Números de abril mostram que setor está longe de desaquecer; para analista, guerra de preços entre as empresas explica crescimento

Glauber Gonçalves / RIO, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2011 | 00h00

A demanda por voos domésticos cresceu 31,4% em abril ante igual mês do ano passado, divulgou ontem a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Especialistas afirmam que o crescimento, considerado elevado, foi impulsionado pela guerra de ofertas travada entre as companhias aéreas durante a baixa temporada.

"Para aumentar sua ocupação, as empresas lançam promoções. Por outro lado, as pessoas estão começando a perceber que, nesses meses, as tarifas são mais baixas e há muitas ofertas. Então, programam suas férias para essa época", diz o consultor Allemander Pereira, ex-diretor da Anac.

Em abril, a TAM ocupou a liderança no mercado doméstico, com 44,52% de participação, seguida pela Gol, que ficou com uma fatia de 36,47%. As demais empresas aéreas ampliaram sua participação, de 16,87% em abril de 2010 para 19,01% no mesmo mês deste ano.

No mercado de voos internacionais operados por companhias brasileiras, o aumento da demanda foi ainda mais expressivo: 34,88%. Porém, segundo Pereira, boa parte do crescimento se deve a uma base de comparação baixa, uma vez que, em abril do ano passado, a demanda internacional encolheu por causa do fechamento do espaço aéreo europeu, em decorrência da erupção do vulcão Eyjafjallajökull. Já a oferta de assentos pelas empresas brasileiras que voam para o exterior foi de 18,59%.

Estrangeiros. Embora a Anac não mensure o crescimento da oferta de grupos estrangeiros atuando no Brasil, recentes anúncios de novos voos mostram que elas estão fortalecendo sua presença por aqui.

Depois de dez anos sem voar para o Rio, a Alitalia deve iniciar uma ligação entre a capital fluminense e Roma em junho. A recuperação da economia do Estado, depois de um longo período de estagnação, aliada à exposição que a cidade está ganhando por conta da Olimpíada de 2016, foram os principais motivos da reativação do trecho, afirmou o vice-presidente para América do Sul e Central da empresa, Alessandro Innocenzi.

A Emirates é outra que também começará a voar a partir da cidade. Em janeiro do ano que vem, a empresa lança uma rota unindo Dubai, Rio e Buenos Aires. "Com isso, também aproveitaremos para transportar passageiros entre o Rio e a capital argentina", disse o diretor geral da companhia no Brasil, Ralf Aasmann.

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