Ilustração/Trisul
Ilustração/Trisul

Demanda reprimida abre oportunidades

Tradicional construtora de produtos de médio e alto padrão, Trisul também inclui imóveis populares em seu portfólio e registra crescimento

Débora Ribeiro ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

12 Junho 2018 | 05h00

Ampliar o foco pode ser um risco ou a chave do sucesso. Olhar o negócio através de uma outra lente deu à Trisul a visão de oportunidades e isso exigiu ajustes no planejamento. O resultado em 2017 foi positivo: o volume de lançamentos da empresa subiu 66% e chegou a R$ 683 milhões. Foram 11 novos empreendimentos (contra 6 em 2016) e o total de 1.805 apartamentos (alta de 125%). As vendas brutas somaram R$ 639 milhões, com 1,6 mil unidades comercializadas, enquanto as vendas líquidas chegaram a R$ 553 milhões, um acréscimo de 59%.

O presidente da Trisul, Jorge Cury, vê o cenário atual com otimismo. “Ajustamos a estratégia e adquirimos terrenos de giro rápido, trabalhando com tempo mais curto até o lançamento”, diz. “Sempre próximo de eixos comerciais, com infraestrutura de transportes, e em bairros com demanda reprimida.” Adaptados à lei de zoneamento, os novos projetos são moldados conforme necessidades de cada região e voltados ao cliente final. “O resultado de 2017 é fruto dessa estratégia.”

A perspectiva para este ano segue no mesmo tom positivo. No primeiro trimestre, as vendas líquidas cresceram 23% em relação ao mesmo período de 2017, chegando a R$146 milhões. Cury ratifica o compromisso para 2018 – lançamentos de R$ 600 milhões a 700 milhões e vendas brutas de R$ 550 milhões a 650 milhões –, ressaltando “o foco nas vendas sem depreciação das margens”.

Com tradição em médio e alto padrão, a Trisul investiu também em imóveis populares, ampliando seu portfólio com projetos destinados ao programa Minha Casa Minha Vida, que oferece juros menores e subsídios ao consumidor de baixa renda. Para Cury, é preciso prestar atenção à demanda de mercado e às oportunidades de negócio.

Dos 11 novos empreendimentos apresentados no ano passado, quatro eram de padrão econômico, incluindo um na capital paulista: Conquista, no Jardim Amaralina, região do Butantã, com 200 apartamentos de dois dormitórios e preço médio de R$ 200 mil. 

Déficit. Para essa linha de produtos, foi criada a Trisul Life, concentrando atuação na Grande São Paulo, Baixada Santista e Interior. “São obras com material e desenho de plantas padronizados, grande rigidez na escolha e custos dos insumos da construção”, explica.

O déficit habitacional escora a grande demanda formada por clientes na base da pirâmide de renda familiar. “Em São Paulo, há o desafio crescente de viabilizar projetos econômicos devido ao preço dos terrenos e à variação dos preços dos insumos”, argumenta Cury.

Neste ano, a Trisul fez mais dois lançamentos no segmento econômico: o Vivamar – Torre Canário, em Santos, e a última fase do Praça Estação Jandira, em Jandira, na região metropolitana. “Em São Paulo, já lançamos a terceira fase do Conquista Amaralina”, afirma. Subindo de patamar, a empresa fez sete lançamentos de médio e alto padrão em 2017. Cury observa que os “compradores de imóveis como opção de investimento” estão voltando. “Nosso papel é o de construtora para usuários finais, e não só para investidores”, diz. Os produtos enfocam o perfil dos clientes e a integração com a região, “fugindo de modismos arquitetônicos que se perdem no tempo”. Segundo ele, usuários finais e os investidores enxergam esses diferenciais.

Outra novidade é o Atemporal, recém-lançado na Pompeia, zona oeste da cidade. São duas torres, com 182 apartamentos, de dois e três dormitórios, com área de 69, 87 e 105 m² e preço de R$ 10,5 mil/m². 

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