Demanda sustenta soja em Chicago

As commodities agrícolas fecharam sem direção comum ontem na Bolsa de Chicago. Apesar da alta de 1,2% do dólar frente a uma cesta de moedas rivais, o que costuma pressionar as commodities, os preços da soja, por exemplo, fecharam praticamente estáveis, em leve queda. Os contratos futuros com vencimento em julho terminaram a US$ 9,4050 por bushel, em baixa de 0,05%.

Análise: Filipe Domingues, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2010 | 00h00

Neste momento, os produtores americanos de soja não estão muito interessados em vender. Mas a demanda é firme, tanto para atender o mercado doméstico quanto a exportação. Assim, os processadores americanos precisam pagar preços mais altos pela oleaginosa. Também há rumores de que a China está dando preferência ao mercado americano em detrimento do Brasil.

O trigo terminou o dia em terreno negativo em Chicago, com perdas de 0,95%. Mas antes do fechamento os preços caminharam nos dois sentidos. Os fundamentos do trigo (sinais de oferta e demanda) são negativos: há amplo abastecimento no mundo e o consumo não consegue acompanhá-lo.

Já o milho registrou ganhos. O contrato de julho subiu 0,54%. O reflexo positivo do mercado de soja durante o dia permitiu que o milho atingisse níveis técnicos estratégicos. Investidores que se baseiam em análise gráfica de preço, como fundos, compraram nestas áreas.

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