Democratas e republicanos se frustram com negociações do 'abismo fiscal'

Partidos passam por divergências internas; segundo líder republicano, depende do presidente Barack Obama costurar um acordo entre as partes

Álvaro Campos, da Agência Estado,

26 de novembro de 2012 | 20h14

WASHINGTON - O presidente do Senado dos EUA, o democrata Harry Reid, e o líder dos republicanos na Casa, Mitch McConnell, foram à tribuna nesta segunda-feira, 26, para expressar sua frustração com as conversas para evitar o chamado "abismo fiscal". A expressão diz respeito a uma série de cortes de gastos e aumentos de impostos programados para entrar em vigor no começo do ano que vem e que podem fazer a economia entrar em recessão.

"É preciso haver compromissos", disse Reid. Segundo ele, a melhor opção é que a Câmara dos Representantes aprove um projeto que já passou pelo Senado e que prorroga os cortes de impostos para aqueles que ganham até US$ 250 mil por ano. "Buscar o caminho do meio não é simplesmente aceitável, é o único jeito de avançar", comentou.

McConnell respondeu que os republicanos já concordaram que é preciso elevar a arrecadação do governo, mas desde que os aumentos de impostos estejam atrelados a cortes de gastos e uma reforma tributária que reduza as alíquotas e acabe com brechas. "Nós republicanos saímos das nossas zonas de conforto. E mesmo assim nós continuamos em um impasse, o que nos leva a perguntar: por quê?".

Segundo o líder republicano, depende do presidente Barack Obama costurar um acordo entre os dois partidos. Enquanto isso, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse que as negociações não estão em um impasse. Segundo ele, Obama continua "esperançoso e otimista" de que um acordo pode ser atingido. Mas ele se recusou a dizer quando será a próxima reunião do presidente com os líderes do Congresso.

Internamente, os democratas também enfrentam divergências. O senador independente Bernie Sanders, que se juntou à bancada do partido, começou a circular uma petição online se opondo a quaisquer cortes nos programas Medicare (programa de saúde do governo voltado para os idosos), Medicaid (programa de saúde voltado para a população mais pobre) e na Previdência Social.

Enquanto isso, o senador democrata Dick Durbin disse no plenário da Casa que "é preciso haver cortes de gastos; também é preciso haver mudanças nos programas sociais". Segundo ele, o Medicare vai ficar sem dinheiro em 12 anos se o Congresso não alterar o programa. As informações são da Dow Jones.

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