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Democratas exigem menos cortes automáticos de gastos

A falta de acordo entre os líderes do Senado dos EUA persistiu no domingo e acabou ampliando o impasse entre democratas e republicanos ao reabrir o controverso debate sobre os cortes automáticos de gastos. Enquanto buscam um meio de encerrar a paralisação parcial do governo e evitar uma crise de dívida, os senadores democratas deixaram claro que uma de suas maiores prioridades é diminuir a próxima rodada de cortes automáticos nos gastos, prevista para o próximo ano.

AE, Agencia Estado

14 de outubro de 2013 | 08h36

Muitos republicanos, incluindo o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, se opõem a uma redução dos cortes automáticos. Isso criou uma divergência aparentemente mais intensa do que a que provocou o fim das conversas entre os deputados republicanos e o presidente Barack Obama.

O impasse cresce ao mesmo tempo que se aproxima o prazo final para o Congresso dos EUA elevar o limite de endividamento do país. O Departamento do Tesouro afirmou que na quinta-feira, dia 17, ficará com apenas US$ 30 bilhões em caixa para pagar os títulos de dívida do governo - recursos que podem acabar em uma semana ou duas.

As negociações mostram que os senadores democratas estão agindo agressivamente para exigir suas prioridades em um pacto que deve ser apresentado para a Câmara - dominada pelos republicanos - em um momento em que rejeitá-lo colocaria o país mais perto de um calote na dívida. Os senadores democratas foram fortalecidos pelo recuo, pelo menos por enquanto, dos deputados republicanos mais conservadores, que abriram mão de quase todas as suas demandas e, mesmo assim, tiveram sua proposta rejeitada por Obama no final de semana.

Agora que as negociações se concentraram no Senado, a batalha fiscal pela primeira vez em várias semanas está focada no Orçamento em si, e não em questões como a exigência dos republicanos por um adiamento ou uma alteração na reforma da lei da saúde, conhecida como Obamacare. No entanto, o foco nos gastos levou os dois partidos novamente a um impasse que os dividiu por meses: o fechamento de um acordo amplo para redução do déficit que substitua os cortes automáticos de gastos já programados.

McConnell e o líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, conversaram por telefone no domingo, segundo fontes, depois de terem se reunido no sábado para uma negociação frente a frente pela primeira vez desde que a paralisação parcial do governo começou, em 1º de outubro. Reid se mostrou otimista após a conversa, mas não deu indicações de um acordo. Fonte: Dow Jones Newswires.

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