Denise Abreu diz que caos aéreo começou com venda da Varig

Governo decidiu trocar plano de contingência para passageiros por um que ajudasse empresa a não quebrar

Da Redação,

11 de junho de 2008 | 15h20

A ex-diretora da Anac Denise Abreu afirmou nesta quarta-feira, 11, que o caos aéreo no País começou com o processo de venda da Varig. Ela depõe na Comissão de Infra-Estrutura do Senado sobre as denúncias de que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, favoreceu o fundo americano Matlin Patterson e seus sócios brasileiros na venda da Varig, que foram feitas em entrevista exclusiva ao Estado, em 4 de junho (leia aqui).     Veja também: Ministra Dilma nunca me mandou fazer nada, diz Denise Abreu Para Virgílio, venda da Varig pode levar a nova CPI Senadores batem boca sobre 'perdão' da dívida da Varig Denise diz que dossiê pretendia pressioná-la psicologicamente Denise destaca rapidez incomum na certificação da nova Varig 'Governo arquitetou a saída dos diretores da Anac', diz Denise Turbulências da Varig    Denise afirmou que, a princípio, a Casa Civil pediu à Anac que preparasse um plano de contingência para evitar que os passageiros fossem prejudicados pela falência da Varig. Pouco tempo depois, porém, eles teriam recebido uma nova orientação. Segundo Denise, o governo decidiu transformar o plano em um plano emergencial. "Praticamente um novo nome para o mesmo plano. O que de fato ocorreu foi que nós fomos chamados para dizer que a Varig não ia quebrar. Deveríamos colaborar com o juiz para fazer com que ela não quebrasse", disse.   De acordo com Denise Abreu, foi a partir daí que começou a pressão do governo para que as negociações para a venda da empresa fossem concluídas rapidamente, e sem as exigência feitas por ela.

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