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Denúncia contra Ricardo Sérgio derruba mercados

Depois do estresse causado pelo rebaixamento dos papéis brasileiros na semana passada por instituições estrangeiras, o mercado financeiro foi sacudido hoje pelas denúncias publicadas no final de semana contra o ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio, que foi tesoureiro da campanha do candidato tucano, José Serra. Há pouco, o dólar comercial estava sendo cotado a R$ 2,4320, em alta de 0,95% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava em queda de 1,69%. Os contratos de DI futuro com vencimento em outubro pagavam juros de 18,710% ao ano, frente a 18,750% ao ano de sexta-feira.A preocupação com os desdobramentos do caso Ricardo Sérgio não ficou restrita ao mercado doméstico. Os títulos da dívida brasileira operaram em baixa durante a manhã. O C-bond caía 1,44% no início da tarde. O risco país, medido pelo EMBI, do JP Morgan, superou a barreira dos 900 pontos. O que mais estressou o mercado não foi tanto o suposto pedido de propina, de R$ 15 milhões, feito por Ricardo Sérgio ao empresário Benjamin Steinbruch, na época da privatização da Vale do Rio Doce, em 97. O que deixou o mercado alvoroçado foi a informação de que José Serra não teria declarado à Justiça Eleitoral a verba de campamnha, R$ 2 milhões pela cotação atualizada do câmbio, recebida do empresário Carlos Jereissati, irmão do governador Tasso Jereissati. Serra só teria declarado R$ 95 milhões. Outro ponto lembrado é o fato de a denúncia de que Ricardo Sérgio pediu comissão ao empresário Benjamin Steinbruch ter sido referendada por dois tucanos importantes, o ministro Paulo Renato e o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros. Para o mercado, foi um sinal preocupante de que Serra, já rompido com o PFL e com problemas na definição do vice do PMDB, não consegue unir sequer seu partido.O mercado, que já vem de uma semana de sobressaltos com os rebaixamentos da dívida brasileira feitos por bancos estrangeiros, aguarda agora os desdobramentos de tais denúncias. Analistas acreditam que a repercussão negativa desse caso pode significar perda de votos para o candidato tucano, com impacto nas próximas pesquisas eleitorais. A denúncia repercute justamente no dia em que o José Serra volta a se apresentar em cadeia nacional de rádio e televisão, nos programas políticos estaduais do PSDB. Havia a expectativa de que o desempenho do candidato tucano melhorasse após essa exposição. Agora, essa expectativa é negativa. Mais do que nunca, o candidato do governo deverá ser pressionado, caso não deslanche nas pesquisas, a abandonar a candidatura. No mercado, há setores que consideram esta uma saída positiva, sobretudo se surgir um novo candidato que reaglutine a base aliada, com uma adesão formal do PFL.

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