Denúncia provoca interdição da P-65 da Petrobrás

Trabalhadores denunciaram problemas de segurança na unidade utilizada para tratamento de óleo

Glauber Gonçalves, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2011 | 00h00

A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) do Rio determinou ontem a interdição da plataforma P-65, da Petrobrás, depois que trabalhadores denunciaram 34 pendências de segurança, anunciou ontem o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF). Como a unidade é utilizada apenas para tratar o óleo vindo de outras plataformas, não deve haver interrupção da produção.

O auto de interdição foi entregue ontem em reunião na sede da estatal em Macaé (RJ) e a expectativa do sindicato é de que a interdição passe a valer a partir de hoje, depois da comunicação do ato ao superintendente regional. "Constatou-se uma série de irregularidades, sendo três delas impeditivas, pois colocam em risco a vida do trabalhador", diz o coordenador do Sindipetro-NF, José Maria Rangel.

Em nota, a Petrobrás afirma que a unidade foi adquirida em 2009 de outro operador. Segundo a estatal, apesar de a P-65 atender a todos os requisitos da legislação brasileira, desde que foi comprada tem sido feitas pequenas modificações para seguir o padrão de projeto de suas demais plataformas.

A empresa diz que já havia identificado anteriormente parte das não conformidades apontadas na vistoria da STRE e que as modificações estão em fase de conclusão pela equipe técnica. Outras estariam sendo antecipadas para cumprir as determinações da superintendência.

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