André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Denúncias contra Temer pesaram para rebaixamento, afirma Maia

Segundo presidente da Câmara, duas denúncias contra o presidente atrasaram a reforma da Previdência

Renan Truffi, Igor Gadelha e Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

11 Janeiro 2018 | 21h24

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tentou retirar do Congresso Nacional o peso pelo rebaixamento do rating do Brasil, por parte da agência de classificação de risco S&P Global, nesta quinta-feira. A nota do País passou de BB para BB-. A perspectiva de avaliação da agência para o País, no entanto, passou de "negativa" para "estável", o que indica uma probabilidade menor de rebaixamento no próximo ano.

Maia atribuiu a mudança no rating às denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da União (PGR) contra o presidente Michel Temer ao longo do ano. "O que pesou foram duas denúncias que atrasaram a votação da [reforma da] Previdência. De fato, o governo ficou fraco após as denúncias", afirmou ao Broadcast antes de ressaltar o papel da Câmara dos Deputados, presidida por ele. "A Câmara votou dezenas de projetos que ajudaram o Brasil a sair da recessão", complementou.

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Maia evitou culpar a equipe econômica pelo resultado e procurou mostrar otimismo em relação às votações neste ano. "Agora não é hora de encontrar culpados e sim construir o caminho para votar as reformas", afirmou. O rebaixamento pela S&P era esperado nas últimas semanas, à medida que falharam as negociações no Congresso para aprovação da reforma da Previdência no final do ano passado.

Apesar de fugir do confronto, o presidente da Câmara criticou diretamente as declarações do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que responsabilizou o Congresso pela situação, segundo o blog do jornalista João Borges. "Resposta de um candidato, uma pena", disse Maia ao lembrar que o ministro cogita se lançar à Presidência da República pelo PSD.

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"Deputados e senadores votaram dezenas de projetos fundamentais entre eles reforma trabalhista, terceirização e recuperação fiscal. Com os projetos aprovados pelo Congresso, a economia saiu da recessão, a taxa de juros chegou a 7% e a inflação ficou abaixo da meta. Continuamos nossos esforços a favor das reformas e do Brasil", argumentou Maia.

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