Felipe Rau/Estadão
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Dependência do Brasil do mercado chinês é grande, alerta executiva

Para Sara Menker, presidente executiva da Gro Intelligence, a China tem um peso desproporcional na balança brasileira

Camila Turtelli, Leticia Pakulski e Nayara Figueiredo, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2017 | 05h00

A presidente da Gro Intelligence, Sara Menker, disse nesta segunda-feira, durante sua exposição no Summit do Agronegócio 2017, promovido pelo Grupo Estado, que as exportações do Brasil têm grande dependência da China ainda que, nos últimos 40 anos, o País tenha feito um grande trabalho no mercado internacional. Para ela, o país asiático tem um papel “desproporcional” na balança comercial brasileira. “Há vários mercados em que o Brasil ainda não está participando como deveria.”

Sara Menker ressaltou a força da produção brasileira e assinalou que a área de soja no Brasil continua crescendo, apesar da queda dos preços globais. Ela citou também a Operação Carne Fraca, deflagrada em março no País, lembrando que teve uma forte influência no mercado global de carne de frango, já que o Brasil domina este segmento e é o principal exportador da proteína.

Demografia. Para a executiva, que mantém uma empresa de dados e consultoria voltada ao desenvolvimento de produtos que modificam a forma como o mundo entende a agricultura, existe uma grande inflexão demográfica que deve acontecer em breve.

“Em 2023, Índia, África e China vão representar 55% da população mundial”, disse Sara Menker. Ela comentou também que a dieta da China vai sofrer alterações e a demanda do país por alimentos será crescente. Ainda assim, ressaltou a necessidade de o Brasil acompanhar o crescimento da África. “Muito do crescimento da demanda por alimentos virá da África Subsaariana”, acrescentou a empresária.

Para ela, neste cenário, o Brasil precisa lançar mão de inteligência global de mercado para se manter na liderança mundial da produção e exportação de alimentos. Isso significa entender o mercado internacional e seus competidores e monitorar oportunidades de novas parcerias comerciais. 

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