Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

‘Dependo só de mim para correr atrás'

Jefferson José de Albuquerque dos Santos, 26 anos, é vizinho de muro de Domingues. Depois de duas passagens pelo estaleiro, que somaram cinco anos como soldador, foi demitido em fevereiro. Como percebeu a dificuldade da maioria para conseguir uma nova colocação, decidiu ter o seu próprio negócio. Abriu uma distribuidora de bebidas, ancorada em refrigerantes e água. Montou um pequeno estoque em um dos cômodos da casa. Passou a anunciar os produtos na calçada, sob um guarda sol e mandou imprimir um banner para expor os preços. 

O Estado de S. Paulo

24 Maio 2015 | 03h00

Santos seguiu alguns lemas para se encorajar: “A gente depende dos outros para ter emprego, mas depende da gente mesmo para correr atrás – eu corri”, diz. A decisão de se arriscar sozinho foi muito bem pensada. “Eu botei muito currículo, mas percebi que se eu fosse esperar demais, poderia perder o dinheiro da rescisão”, diz. Está aliviado pela escolha que fez: “Eu já tiro quase 80% do R$ 1,9 mil que ganhava e já penso que não seria má ideia ampliar.”

Santos também lembra de cabeça que a maioria da vizinhança amarga o desemprego. “Lá na entrada tem um que não consegue nada há um ano”, diz. “Eu tenho aqui o meu negócio.”

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